A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está pronto para “soltar o inferno” contra o Irã. Ela advertiu Teerã a levar a ameaça a sério, ou serão “atingidos com mais força do que jamais foram antes”.
A guerra teve início após ataques conjuntos dos EUA e Israel ao território iraniano em 28 de fevereiro, intensificando a instabilidade no Oriente Médio. Leavitt afirmou: “O presidente Trump não blefa e está preparado para soltar o inferno. O Irã não deve calcular mal novamente”.
Ela também mencionou que “as negociações continuam” e são “produtivas”. No entanto, a emissora iraniana Press TV informou que o Irã rejeitou um plano de 15 pontos elaborado pelos EUA, considerando-o “excessivo” e não abordando questões centrais, como o fim das “agressões e assassinatos” e o exercício da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Um alto funcionário do regime iraniano declarou que o país não aceitará que Trump determine as regras para o fim da guerra. “Teerã continuará se defendendo e encerrará a guerra no momento que escolher, somente se suas próprias condições forem atendidas. A primeira condição para o fim da guerra é o fim dos ataques e assassinatos”, afirmou.
O plano de 15 pontos, entregue pelo Paquistão, inclui o alívio das sanções a Teerã, a cooperação nuclear civil, a redução do programa nuclear iraniano e permissões para fiscalização da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Além disso, o plano prevê limites para o arsenal de mísseis do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás.
Fontes do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informaram que o governo de Israel foi notificado sobre a proposta. O plano também inclui a remoção dos estoques de urânio enriquecido do Irã e a proibição de mais enriquecimento do material capaz de produzir armas nucleares.

