Trump considera ‘tomar Cuba’ enquanto país enfrenta colapso energético

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou na segunda-feira (17) sobre a possibilidade de ter a ‘honra de tomar Cuba’, no mesmo dia em que a rede elétrica da ilha comunista sofreu seu primeiro colapso desde que os EUA interromperam o fornecimento de petróleo.

Trump afirmou: ‘Sabe, a vida toda ouvi falar sobre os Estados Unidos e Cuba. Quando os Estados Unidos terão a honra de tomar Cuba? Seria uma grande honra’. Ele acrescentou: ‘Tomar Cuba de alguma forma, sim, tomar Cuba… quero dizer, seja libertando-a, tomando-a… acho que posso fazer o que quiser com ela.’

Questionado sobre se uma operação militar dos EUA em Cuba seria semelhante à captura de Nicolás Maduro na Venezuela ou se se assemelharia mais ao conflito com o Irã, Trump respondeu: ‘Não posso dizer isso’.

Os comentários de Trump ocorreram enquanto Cuba enfrentava um novo apagão. A operadora estatal da rede elétrica informou que não foram detectadas falhas nas unidades elétricas no momento do colapso e que estava trabalhando para restabelecer a energia. Na manhã de terça-feira (17), a energia havia retornado a algumas partes de Havana, mas a maior parte da capital ainda estava sem eletricidade.

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A crise energética em Cuba, que já dura anos, foi agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo pelos EUA, resultando em cortes de energia frequentes, racionamento de suprimentos médicos e queda no turismo. O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, criticou o impacto das sanções dos EUA, afirmando: ‘As autoridades do governo dos EUA devem estar muito satisfeitas com o prejuízo causado a todas as famílias cubanas’.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que nenhum petróleo foi entregue à ilha nos últimos três meses e que as autoridades cubanas estavam em conversas com os EUA para resolver problemas bilaterais. Ele afirmou: ‘O impacto (do bloqueio) é tremendo. Ele se manifesta de forma mais brutal nessas questões energéticas’.

Em resposta à crise, o governo cubano anunciou medidas emergenciais, incluindo a redução do horário escolar e o adiamento de eventos esportivos e culturais. A venda de combustível em postos de gasolina está restrita, afetando a população e o turismo. Recentemente, companhias aéreas como American Airlines, Delta e JetBlue suspenderam voos para Cuba devido à escassez de combustível.

Trump também mencionou que Cuba está em ‘sérios apuros’ e que os EUA podem ou não participar de uma ‘tomada amigável’ do poder no país. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, corroborou as declarações de Trump, afirmando que Cuba precisa de uma nova liderança.

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