O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão do governo australiano de permitir que as atletas iranianas de futebol feminino retornassem ao Irã após a eliminação na Copa Ásia, realizada na Austrália.
A equipe foi eliminada no domingo, 8 de março de 2026. Trump defendeu que o governo australiano concedesse asilo às jogadoras, alegando que elas poderiam enfrentar riscos ao voltarem ao seu país diante da atual situação política e militar.
““A Austrália está cometendo um terrível erro humanitário ao permitir que a Seleção Nacional Feminina de Futebol do Irã seja forçada a retornar ao Irã, onde muito provavelmente serão mortas. Não faça isso, Sr. Primeiro-Ministro, conceda ASILO. Os EUA as acolherão se o senhor não o fizer”,”
escreveu Trump na rede social Truth Social.
Após a publicação, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, contatou Trump para esclarecer que o governo estava oferecendo apoio às atletas. “Cinco jogadoras já foram atendidas e as demais estão a caminho. Algumas, no entanto, sentem que precisam voltar porque estão preocupadas com a segurança de suas famílias, incluindo ameaças que seus familiares podem sofrer caso não retornem”, disse o presidente dos EUA.
A guerra no Irã, que começou no sábado, 28 de fevereiro de 2026, resultou em conflitos com outros países do Oriente Médio após bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos. Em resposta, o governo iraniano lançou mísseis contra bases militares norte-americanas na região e no território israelense.
Com a tensão militar, alguns países do Oriente Médio mantêm o espaço aéreo fechado, dificultando a entrada e saída de turistas e cidadãos. Durante a Copa da Ásia, as jogadoras iranianas protestaram contra a liderança do país ao não cantarem o hino nacional antes das partidas.


