Trump critica cobertura da mídia sobre guerra no Irã e FCC apoia

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a cobertura da mídia sobre a guerra no Irã, alegando que muitos veículos desejam que a América perca o conflito. Ele afirmou que a eficácia militar do Irã foi praticamente destruída, mas a mídia não reflete essa realidade.

Trump também mencionou que o presidente da FCC, Brendan Carr, está avaliando a possibilidade de revogar licenças de emissoras que disseminam o que ele considera notícias falsas. Carr afirmou que as emissoras devem operar no interesse público e podem perder suas licenças se não o fizerem.

Durante uma viagem em Air Force One, Trump foi questionado sobre o envio de 5.000 fuzileiros navais e marinheiros para o Oriente Médio e respondeu de forma ríspida, chamando o repórter de “muito obnoxious”. Em outra ocasião, ele se referiu à ABC News como “uma das piores, mais falsas e corruptas” organizações de notícias.

Trump expressou frustração com a cobertura da mídia, especialmente em relação à situação no Estreito de Ormuz, onde o Irã retaliou ataques dos EUA e de Israel. Os preços do petróleo aumentaram, embora tenham caído abaixo da marca de US$ 100 por barril.

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O secretário de Guerra, Pete Hegseth, criticou a cobertura da mídia, sugerindo que as manchetes deveriam refletir apoio ao esforço de guerra. Ele afirmou que a mídia não deve subestimar a capacidade do Irã de fechar o estreito em resposta a ataques.

Trump também comentou sobre a falta de entusiasmo de aliados em ajudar na situação do Estreito de Ormuz, afirmando que sempre suspeitou que os EUA não receberiam reciprocidade em momentos de necessidade. Ele destacou que a cobertura da mídia sobre esses assuntos é legítima.

Por outro lado, a senadora Elizabeth Warren e a comissária da FCC, Anna Gomez, criticaram as declarações de Carr, alertando que a ameaça de revogação de licenças pode ter um efeito inibidor sobre a liberdade de imprensa.

Embora Trump tenha tentado desarmar algumas tensões, a necessidade de questionar a situação da guerra no Irã continua, especialmente em um momento em que a cobertura da mídia é crucial para a transparência das operações militares.

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