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Internacional

Trump critica recusa da Otan em ajudar na segurança do Estreito de Ormuz

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 15:11
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a recusa de vários países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte em ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, chamando a decisão de ‘um erro muito estúpido’. A declaração foi feita nesta terça-feira, 17, durante uma coletiva no Salão Oval da Casa Branca.

Trump expressou a insatisfação de Washington com a postura da aliança militar em meio à guerra contra o Irã. ‘Todos concordam conosco, mas não querem ajudar. E nós, como os Estados Unidos, precisamos nos lembrar disso, porque achamos bastante chocante’, afirmou o mandatário.

Em uma entrevista ao jornal britânico Financial Times no domingo, 15, Trump alertou que a Otan enfrentaria um ‘futuro muito ruim’ caso não colaborasse para desobstruir o canal, que é responsável por 25% do escoamento mundial de petróleo. ‘É apropriado que as pessoas beneficiadas pelo Estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça por lá’, completou.

No entanto, a pressão da Casa Branca não foi suficiente para mobilizar seus aliados. Na segunda-feira, 16, Alemanha, Itália e Grécia afirmaram que não participarão de operações militares na região. O presidente da França, Emmanuel Macron, também declarou que ‘nunca participaria de operações para libertar o estreito’ no contexto atual.

Como resposta, Trump publicou uma mensagem em sua rede social Truth Social, afirmando que a posição dos estados-membros da Otan não o surpreendeu. ‘Sempre considerei a Otan, onde gastamos centenas de bilhões de dólares, como uma via de mão única: nós os protegemos, mas eles não farão nada por nós, especialmente em tempos de necessidade’, disparou.

Trump também destacou: ‘Felizmente, dizimamos as Forças Armadas do Irã, e por termos tido tanto sucesso militar, não precisamos ou desejamos a assistência dos países da Otan — NUNCA PRECISAMOS’.

O Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o comércio global de petróleo, foi parcialmente bloqueado pelo Irã como retaliação ao ataque conjunto promovido por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Essa medida tem aumentado o preço dos combustíveis em todo o mundo, com Teerã buscando forçar a comunidade internacional a exigir o fim dos ataques da coalizão em troca da reabertura do canal.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que ‘o Estreito de Ormuz não pode voltar a ser o mesmo de antes e retornar às suas condições anteriores, já que não há segurança alguma’. Aproximadamente 14 milhões de barris passam pela rota localizada no Golfo Pérsico diariamente, e o congestionamento provoca incertezas no valor médio da commodity.

O barril Brent, referência internacional do preço do petróleo, chegou a ser negociado acima de US$ 100 devido à obstrução, que foi definida pela Agência Internacional de Energia como a maior interrupção na oferta da história do mercado global.

TAGGED:Agência Internacional de EnergiaÁsiaDonald TrumpEmmanuel MacronEstados UnidosFinancial TimesMohammad Baqer QalibafMundoOrganização do Tratado do Atlântico NorteOriente MédioOtanSalão Oval, Casa Branca
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