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Trump afirma que decisão sobre guerra com Irã será mútua com Netanyahu

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No domingo, 8 de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a decisão sobre o encerramento da guerra com o Irã será tomada de forma “mútua” entre ele e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

“Acho que é mútuo, em parte. Nós estivemos conversando. Vou tomar uma decisão no momento certo, mas tudo será levado em consideração”, afirmou Trump em entrevista por telefone ao jornal israelense The Times of Israel.

Trump também comentou que não vê necessidade de Israel continuar a ofensiva sozinho, caso os Estados Unidos decidam encerrar sua participação direta no conflito. “Não acho que isso vai ser necessário”, disse ele.

Durante a entrevista, o presidente americano defendeu as operações militares contra o Irã, alegando que as ações foram necessárias para evitar que o país se tornasse uma ameaça maior à segurança regional. “O Irã ia destruir Israel e tudo ao redor… Trabalhamos juntos. Destruímos um país que queria destruir Israel”, declarou Trump.

Na segunda-feira, 9 de março, Trump disse ao jornal New York Post que não está “nem perto” de decidir se enviará soldados americanos ao Irã para apreender o estoque de urânio enriquecido do país. “Nós não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Não estamos nem perto disso”, afirmou.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou anteriormente que o Irã utilizava centrífugas avançadas para enriquecer urânio em até 60%, próximo do patamar de 90% considerado necessário para a produção de uma arma nuclear.

A declaração de Trump ocorre em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que foi desencadeada por ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no dia 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã lançou uma campanha retaliatória contra países da região que abrigam bases militares americanas.

Na segunda-feira, a Turquia informou que um segundo míssil balístico disparado pelo Irã em direção ao seu espaço aéreo foi interceptado por defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No Bahrein, um ataque de drones iranianos contra o complexo petrolífero de Al-Ma’ameer provocou um incêndio e danos materiais, mas não houve vítimas, segundo a Agência de Notícias do Bahrein.

O Bahrein, seguindo decisões semelhantes às do Catar e Kuwait, limitou exportações de petróleo para atender à demanda interna, o que renovou a pressão sobre os mercados internacionais. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que estavam sendo alvo “de maneira muito injustificada” na guerra, mas enfatizaram que “não participariam de nenhum ataque contra o Irã”. O Ministério da Defesa dos Emirados informou que detectou 15 mísseis balísticos e 18 drones em seu espaço aéreo, interceptando 12 e 17 deles, respectivamente. Os demais armamentos caíram no mar, mas um drone conseguiu atingir o território emiradense.

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