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Trump desaprova escolha de Mojtaba Khamenei como líder do Irã

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou desaprovação à escolha de Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã. A designação é vista como uma mensagem de continuidade da linha confrontacionista iraniana em relação aos Estados Unidos e Israel.

A analista Fernanda Magnotta destacou que o regime iraniano não depende exclusivamente de uma designação específica para substituir o aiatolá anteriormente morto. Ela ressaltou a importância de observar o papel da Guarda Revolucionária, que não apresentou deserções ou traições durante o processo de transição.

Mojtaba Khamenei é considerado um hardliner dentro do establishment iraniano e mantém relações com a Guarda Revolucionária. Ele era conhecido pela inteligência americana como “gatekeeper”, controlando o acesso ao pai e estabelecendo diálogos de alto nível com a Guarda Revolucionária.

““Ele é uma das figuras dentro do regime atual mais propensas a continuar essa linha confrontacionista com os Estados Unidos, com o Ocidente e com Israel”, explicou Magnotta.”

A escolha de Mojtaba adiciona um componente pessoal ao conflito, já que ele perdeu o pai e a mãe nos ataques realizados pelos Estados Unidos. Magnotta analisou que isso pode elevar as tensões na região.

““Para o governo Trump, está longe de ser uma figura afável, uma figura com a qual se possa dialogar”, disse Magnotta, prevendo novos capítulos de tensão na região.”

O governo israelense já havia sinalizado que qualquer sucessor seria tratado com confronto, o que pode intensificar os ataques na região. A rápida organização interna do governo iraniano frustrou expectativas de uma transição atabalhoada que poderia enfraquecer o regime.

A designação de Mojtaba Khamenei é vista como uma “péssima notícia” para Trump e para a estabilidade do Oriente Médio. Magnotta também destacou o custo político interno para Trump, que baseou sua campanha eleitoral na promessa de não envolver os Estados Unidos em guerras.

Pesquisas mostram que aproximadamente 65% a 70% dos americanos são contra uma guerra com o Irã, com números ainda maiores quando se trata do envio de tropas terrestres. Entre os eleitores independentes, cerca de 60% a 63% rejeitam fortemente o conflito.

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