O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ao jornal Financial Times que o país “poderia pegar o petróleo no Irã” e tomar a ilha Kharg, um centro petrolífero iraniano localizado no norte do Golfo Pérsico. A declaração foi feita durante uma entrevista no domingo, 29 de março de 2026.
Apesar da ameaça, Trump enfatizou que um cessar-fogo poderia ocorrer “rapidamente”. Ele também mencionou que as conversas indiretas entre Irã e EUA, mediadas por emissários paquistaneses, estariam avançando.
Na mesma entrevista, Trump afirmou que a quantidade de navios petroleiros de bandeira paquistanesa passando pelo Estreito de Ormuz deve dobrar, passando de 10 para 20. Ele informou que, na terça-feira, 31 de março, os 20 navios devem passar pelo canal, com autorização do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Além disso, o jornal The Wall Street Journal alertou que as intenções de Trump em relação a uma possível invasão terrestre estariam ligadas ao urânio. Segundo o jornal, o presidente americano está considerando uma operação militar para extrair quase mil libras de urânio do Irã, conforme informações de autoridades dos EUA.
Essa missão seria complexa e arriscada, pois envolveria a incursão terrestre de tropas americanas na região por dias ou mais. O Irã, por sua vez, afirmou estar preparado para reagir a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos e acusou Washington de estar planejando uma ofensiva enquanto fala em negociações.
A declaração de Trump ocorre em meio a esforços diplomáticos de países da região, que se reúnem no Paquistão para tentar encerrar o conflito. Ministros das Relações Exteriores de Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram em Islamabad para discutir formas de pôr fim à guerra, que já dura um mês e deixou milhares de mortos.

