O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá se envolver pessoalmente na escolha do novo líder supremo do Irã. A declaração foi feita em um contexto de crescente tensão entre os dois países, após bombardeios que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de outras autoridades no dia 28 de fevereiro.
Trump comparou sua intenção de intervir na sucessão no Irã ao que ocorreu no início de 2026 na Venezuela, onde uma operação americana resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro. ‘Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro’, afirmou Trump ao site Axios.
O Irã, por sua vez, prometeu vingança após a derrubada de um navio de guerra e afirmou ter afundado um petroleiro com bandeira americana nas proximidades do Estreito de Ormuz. A mídia estatal iraniana reportou que o número de mortos na ofensiva dos EUA e de Israel no Irã subiu para 1.230.
Trump também expressou preocupação com a possível sucessão de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá falecido, e declarou que considera essa possibilidade ‘inaceitável’. Durante uma cerimônia em que recebeu o time de futebol Inter Miami, Trump disse que os EUA querem ‘acabar com o Irã primeiro’, antes de lidar com a situação em Cuba.
Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que atingiu um navio com bandeira dos EUA no norte do Golfo Pérsico, embora o governo americano ainda não tenha se pronunciado sobre o incidente. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que os EUA ‘vão se arrepender amargamente’ pela derrubada de um navio de guerra iraniano.
Os ataques de Israel ao Líbano resultaram em mais de 100 mortos e 638 feridos, levando a uma evacuação em massa de moradores de Beirute. O Hezbollah, grupo aliado do Irã, prometeu continuar lutando contra Israel. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que os EUA pediram apoio para lidar com drones de origem iraniana no Oriente Médio.

