Trump enfrenta isolamento interno e externo devido à guerra com o Irã

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A guerra com o Irã está isolando cada vez mais o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tanto no cenário internacional quanto dentro do país.

Internamente, Trump sofreu um golpe significativo com a demissão do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, que afirmou estar renunciando ao cargo por não poder, “em sã consciência, apoiar a guerra com o Irã”. Kent declarou que o Irã não representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos e que a guerra começou por influência de Israel.

Trump tentou minimizar a demissão, chamando o ex-funcionário de “fraco”, mas o impacto político é considerável. Durante uma análise na terça-feira (17), Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP e pesquisador de Harvard, e Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, defenderam que a instabilidade política de Trump abala seu mandato.

““Em geral, todos veem que a guerra no Irã não é uma boa ideia”, avaliou Thiago, referindo-se às baixas no governo.”

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Kalout afirmou que a saída de Joe Kent “coloca em xeque a capacidade do presidente (Donald Trump) de tomar decisões (…) e em evidência a incapacidade de governar”.

No cenário externo, Trump também enfrenta resistência. O presidente americano criticou países que não atenderam ao seu apelo para enviar navios de guerra ao Estreito de Hormuz, afirmando não precisar da ajuda de ninguém. A França, através de Emmanuel Macron, deixou claro que não participará da operação militar americana.

Segundo Thiago de Aragão, existem três tipos de preocupações que alimentam as críticas ao presidente: um temor de curto prazo baseado na falta de explicação convincente para a ação militar; um receio de médio prazo relacionado ao impacto nas eleições para o Congresso no final do ano, principalmente devido à alta nos preços dos combustíveis; e um medo de longo prazo de que os Estados Unidos fiquem presos em outro conflito prolongado no Oriente Médio.

O efeito mais palpável do conflito para os americanos continua sendo o aumento nos preços dos combustíveis, consequência do fechamento do Estreito de Hormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo.

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