Trump não dá a mínima para Israel e o Irã é um Estado terrorista

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O escritor e diplomata Gustavo Bezerra critica a abordagem de Donald Trump em relação ao Irã e Israel. Segundo Bezerra, o erro de Trump não foi ter atacado o regime teocrático do Irã, mas sim ter feito isso sem um objetivo claro.

Bezerra afirma que Trump não tinha uma estratégia definida, não buscou formar uma coalizão com aliados e acreditou que algumas bombas seriam suficientes para resolver a situação. Ele sugere que Trump pensou que poderia negociar um acordo com os aiatolás, semelhante ao que tentou na Venezuela, e que isso o tornaria um “peace-broker”.

O autor destaca que Trump não percebeu a natureza terrorista do regime iraniano, que, segundo ele, é bem diferente da posição de Israel, que tem clareza sobre seus objetivos na guerra. Bezerra menciona que muitos apoiadores de Trump, que também são antissemitas, se opõem ao envolvimento dos EUA na guerra contra o Irã, alegando que Trump se deixou levar pela “obsessão de Netanyahu”.

Bezerra argumenta que, embora Netanyahu e o governo de Israel possam ser obcecados pelo Irã, isso se deve ao fato de que o Irã é uma ditadura que não reconhece o direito de Israel existir e que deseja exterminar sua população. Ele classifica o Irã como um Estado terrorista e menciona que a ameaça existencial que representa para Israel justifica a necessidade de derrubar seu regime.

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O autor critica a postura de Trump, afirmando que ele não se importa com a segurança de Israel, a democracia na Venezuela ou a soberania da Ucrânia. Para Trump, a guerra é apenas uma oportunidade de negócios e promoção pessoal.

Bezerra conclui que a guerra de Israel contra o Irã é uma luta contra um regime que se opõe à ordem internacional e à civilização moderna. Ele ressalta que a guerra só poderá terminar com a mudança de regime em Teerã ou com a destruição de Israel, e critica a falta de desejo de Trump por uma mudança de regime.

O autor menciona que, em momentos de conflito, como a guerra de doze dias e a guerra contra o Hamas, Israel ficou sozinho e, se depender de Trump, continuará assim.

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