O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não deseja mais a ajuda da Otan após ao menos três países europeus rejeitarem seu pedido para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu na segunda-feira, 16 de março de 2026.
A Alemanha, Itália e Grécia já confirmaram que não participarão de um plano conjunto para ajudar a manter a passagem pelo estreito aberta. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, declarou que “esta não é a nossa guerra, nós não a começamos” e questionou o que Trump espera de fragatas europeias que a Marinha dos EUA não possa fazer.
O chanceler da Itália, Antonio Tajani, afirmou que a diplomacia é o caminho certo para resolver a crise no Estreito de Ormuz e que não há missões navais em que a Itália esteja envolvida que possam ser estendidas à região. Um porta-voz do governo da Grécia também declarou que o país não se envolverá em operações militares no estreito.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, ainda não decidiu se atenderá ao pedido de Trump, mas mencionou que está dialogando com aliados para elaborar um plano de segurança para o Estreito de Ormuz.
A França ainda não havia respondido ao pedido de Trump, mas o presidente Emmanuel Macron já havia indicado que trabalha com países parceiros em uma possível missão internacional no estreito, que ocorreria quando os combates diminuíssem.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que “tomou nota” do pedido de Trump e que “coordenará de perto e analisará cuidadosamente” a situação com os EUA. Há expectativa de que Trump faça um pedido direto ao Japão durante uma reunião com a primeira-ministra Sanae Takaichi.
No domingo, 15 de março, Trump exigiu que cerca de sete países enviassem navios de guerra para manter aberto o Estreito de Ormuz, em resposta à alta nos preços do petróleo durante a guerra com o Irã. Ele não revelou quais países estavam sendo negociados, mas fez pressão especial à China, que depende do estreito para cerca de 90% de seu petróleo.
Um porta-voz da embaixada chinesa nos EUA, Liu Pengyu, afirmou que “todas as partes têm a responsabilidade de garantir um fornecimento de energia estável e sem interrupções”.
Trump também pressionou a Otan a enviar embarcações militares ao estreito, afirmando que “estou exigindo que esses países venham e protejam seu próprio território, porque é o território deles”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, informou que um grupo de embarcações de “diferentes países” já foi autorizado a passar pelo estreito, que o Irã considera aberto a todos, exceto aos EUA e seus aliados.
O governo iraniano acusou os EUA de ataques na ilha de Kharg, onde está localizado o principal terminal petrolífero iraniano. A Cruz Vermelha informou que mais de 1.300 pessoas morreram devido aos ataques dos EUA e de Israel, incluindo 223 mulheres e 202 crianças.
Em Israel, 12 pessoas morreram por ataques de mísseis iranianos, e no Líbano, ao menos 820 pessoas faleceram desde que o Hezbollah atacou e Israel respondeu com bombardeios.

