O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) que os americanos receberam “respostas positivas” de países dispostos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz. No entanto, ele mencionou que alguns países “preferem não se envolver”.
Trump se recusou a nomear os países que sua administração contatou. “Eles foram contatados hoje e ontem à noite, e tivemos algumas respostas positivas”, disse ele a repórteres a bordo do Air Force One.
O presidente destacou que alguns países possuem navios caça-minas e outros tipos de embarcações que poderiam ajudar na segurança da região. “Alguns países seriam prestativos”, afirmou.
Em uma declaração incisiva, Trump exigiu que os países “venham e protejam seu próprio território, porque é o território deles”. Ele ressaltou que a energia deles é retirada dessa região e que deveriam ajudar a protegê-la.
Mais cedo, em entrevista ao Financial Times, Trump alertou que a OTAN enfrentará um futuro “muito ruim” se os aliados dos Estados Unidos não colaborarem para garantir a segurança do Estreito. Essa mensagem foi direcionada especialmente às nações europeias, que também são afetadas pelo fechamento da rota marítima pelo Irã.
Em uma publicação nas redes sociais no sábado (14), Trump mencionou que “outros países” enviarão navios de guerra “em conjunto” com os EUA. Ele expressou a esperança de que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros enviem navios para a região.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Trump discutiram, em uma ligação telefônica no domingo (15), a necessidade de reabrir a rota marítima vital para o Oriente Médio. Em resposta a pedidos de comentários, nem a China nem o Reino Unido confirmaram que enviarão navios.
Um porta-voz da embaixada da China em Washington declarou que o país pede o fim imediato das hostilidades e que “todas as partes têm a responsabilidade de garantir um fornecimento de energia estável e sem entraves”.

