Trump realiza reunião de cúpula com líderes da América Latina; Lula não é convidado

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos EUA, Donald Trump, realiza neste sábado (7) uma reunião de cúpula com líderes latino-americanos alinhados ao seu governo na cidade de Doral, perto de Miami, na Flórida. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não foi convidado para o encontro.

A reunião ocorre em um resort e campo de golfe de propriedade de Trump. A Casa Branca descreve o evento como parte do ‘Escudo das Américas’, destacando que os países participantes são seus ‘mais fortes aliados com os mesmos ideais em nosso hemisfério’. O objetivo é ‘promover a liberdade, a segurança e a prosperidade em nossa região’.

O governo Trump afirma que essa coalizão histórica de nações trabalhará em conjunto para desenvolver estratégias que impeçam a interferência estrangeira, o crime organizado e a imigração ilegal. A menção à China é implícita nas declarações do governo.

A lista de presença inclui líderes de direita e extrema direita, como Javier Milei, da Argentina, Nayib Bukele, de El Salvador, e José Antonio Kast, presidente eleito do Chile. Além de Lula, também não foram convidados representantes da esquerda, como Claudia Sheinbaum, do México, Gustavo Petro, da Colômbia, e Delcy Rodríguez, da Venezuela.

Além de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio, a secretária de Segurança Interna, Kisti Noem, também deve participar do evento. Ela, que foi demitida do cargo, assumirá o posto de embaixadora dos EUA no Escudo das Américas.

A reunião faz parte de uma série de iniciativas de Trump que buscam restaurar a hegemonia dos EUA nas Américas, frequentemente referidas pelo governo como ‘nosso quintal’. Durante o evento, será assinada a ‘Carta de Doral’, que defende o direito dos povos do hemisfério de definir seu destino sem interferência externa.

Analistas veem a iniciativa como uma tentativa de afastar a América Latina da influência da China. Um relatório recente de uma comissão do Congresso alertou sobre iniciativas chinesas no setor aeroespacial nas Américas, incluindo o Brasil, que poderiam ser utilizadas para fins militares.

Em 2001, Cuba era o único país da região que fazia mais negócios com a China do que com os EUA. Atualmente, todos os países da América do Sul, exceto Paraguai e Colômbia, negociam mais com a China do que com os EUA.

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