Trump solicita apoio internacional para abrir Estreito de Ormuz

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo, 15 de março de 2026, que solicitou a cerca de sete países o envio de navios de guerra para garantir a segurança e abrir o Estreito de Ormuz. Essa rota marítima é considerada vital e foi fechada pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio, o que fez os preços do petróleo dispararem mundialmente.

Trump alegou ter recebido respostas positivas, embora tenha reconhecido que alguns países preferem não se envolver. Ele não especificou quais países fariam parte da coalizão, mas mencionou que poderia discutir o assunto com o presidente chinês, Xi Jinping, e ameaçou adiar uma cúpula planejada com o líder, dependendo da posição de Pequim.

O presidente americano expressou a esperança de que “China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros” enviem navios de guerra para ajudar na segurança da importante rota marítima, pela qual passam 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente. Trump alertou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enfrentaria “um futuro muito ruim” se os países membros não prestarem auxílio.

““É apropriado que as pessoas que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, disse ele em entrevista ao jornal britânico Financial Times.”

O presidente acrescentou que, se não houver resposta ou se a resposta for negativa, isso seria “muito ruim para o futuro da Otan”. Até o momento, Austrália e Japão afirmaram que não planejam enviar navios, enquanto o governo da China pediu apenas o fim imediato das hostilidades.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que Teerã está aberto a negociações com países que desejam acessar a passagem com segurança. Nesta segunda-feira, 16 de março, o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, anunciou que a guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, “não tem nada a ver com a Otan”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que está elaborando um plano “viável” com seus aliados para reabrir o Estreito de Ormuz, mas garantiu que isso não envolverá a aliança militar ocidental. “Estamos trabalhando com todos os nossos aliados, incluindo nossos parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que possa restaurar a liberdade de navegação na região o mais rápido possível e amenizar os impactos econômicos”, disse Starmer a jornalistas.

““Deixe-me ser claro, isso não será e nunca foi cogitado como uma missão da Otan”, acrescentou.”

Starmer enfatizou que, embora seu país esteja “tomando as medidas necessárias para se defender e defender seus aliados, não se deixará arrastar para uma guerra mais ampla”. Enquanto isso, o preço do petróleo continua subindo, tendo atingido no domingo, 15 de março, o patamar mais alto desde julho de 2022, e os ataques terrestres continuam a abalar o Oriente Médio.

De acordo com a agência marítima britânica UKMTO, o Estreito de Ormuz permanece sob ameaça “crítica”, embora nenhum incidente tenha sido relatado nos últimos três dias. Pelo menos 20 embarcações foram atacadas no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã desde o início da guerra.

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