A Ucrânia recebeu 11 pedidos de ajuda de países vizinhos do Irã, além dos Estados Unidos e da Europa, para abater drones disparados por Teerã. A informação foi divulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, após uma semana de conflito no Oriente Médio.
Kiev busca utilizar sua experiência no combate a drones russos, que são baseados em projetos iranianos, enquanto pressiona seus aliados por mais armamentos capazes de neutralizar mísseis balísticos disparados em ataques aéreos russos contra suas cidades. Zelensky afirmou: “Há um claro interesse na experiência da Ucrânia em proteção de vidas, interceptores relevantes, sistemas de guerra eletrônica e treinamento”.
O presidente também anunciou que especialistas em drones da Ucrânia irão ao Oriente Médio. Ele declarou que a Ucrânia está disposta a responder positivamente aos pedidos daqueles que ajudam a proteger a vida dos ucranianos e a independência do país. “Alguns pedidos foram atendidos com decisões concretas e apoio específico”, acrescentou, sem fornecer mais detalhes.
Zelensky havia informado anteriormente que a Ucrânia enviou drones interceptores e uma equipe de especialistas para proteger bases militares americanas na Jordânia, após um pedido de Washington na quinta-feira, 5 de março. Os drones interceptores, que custam alguns milhares de dólares cada, são considerados uma forma eficiente de neutralizar ataques de drones como os Shahed, de fabricação russa.
Empresas de defesa ucranianas estão aumentando a produção desses drones com foco na exportação. Os Estados Unidos e o Catar estavam em negociações para a compra de drones interceptores ucranianos, conforme fontes familiarizadas com o assunto. Zelensky também afirmou que a Ucrânia “determinará quais solicitações adicionais nosso Estado pode atender positivamente, sem reduzir nossa própria capacidade de defesa”.

