Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, indiciado pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, se entregou na 54ª DP (Belford Roxo) nesta quarta-feira, 4 de março de 2026. Ele estava foragido há vários dias. Os demais quatro réus no caso — Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier, de 19 anos, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, e um adolescente de 17 anos — já foram presos preventivamente.
O crime ocorreu em 31 de janeiro. O adolescente de 17 anos teria atraído a vítima ao apartamento, sugerindo que ela levasse uma amiga. A adolescente afirmou que não conseguiu ser acompanhada e que não via problema em ir sozinha. Imagens de câmeras de segurança mostram que os quatro adultos chegaram ao apartamento antes da vítima, que foi avisada no elevador de que os amigos do rapaz estavam no apartamento e poderiam fazer “algo diferente”.
Segundo o depoimento da adolescente, após a recusa inicial, ela foi forçada a manter relação sexual oral com os quatro, que também a impediram de sair do cômodo, chutando, socando e estapeando.
Um relatório policial registrou que, após a saída da vítima do edifício, a imagem mostra o adolescente fazendo gestos de comemoração com os amigos.
A vítima procurou a 12ª DP (Copacabana) para fazer uma queixa. Ela fez exame de corpo de delito, que identificou lesões físicas, incluindo infiltrado hemorrágico, escoriação na região genital e sangramento vaginal. Manchas nas regiões dorsal e glútea também foram localizadas, e materiais biológicos foram coletados para exames genéticos e análise de DNA.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entrou com a denúncia por estupro com concurso de pessoas, e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão preventiva pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes.
No sábado anterior à prisão de Allegretti, a polícia deflagrou a operação “Não é Não” para cumprir os mandados, mas nenhum dos quatro jovens foi encontrado. A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II afastaram dois dos jovens acusados, o menor de idade e Vitor Hugo. A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) suspendeu por 120 dias o aluno Bruno Felipe, enquanto o Serrano Football Club afastou João Gabriel e rompeu o contrato com o atleta.
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