Um quinto dos adolescentes australianos com menos de 16 anos ainda utiliza redes sociais dois meses após o país proibir o acesso a plataformas para menores de idade. Os dados, levantados pela fabricante de software de controle parental Qustodio, indicam que a eficácia dos métodos de controle de idade está sendo questionada.
O uso de TikTok e Snapchat, que são populares entre os jovens australianos, apresentou uma queda desde a implementação da proibição em dezembro até fevereiro. No entanto, mais de 20% dos adolescentes ainda acessavam esses aplicativos, conforme o relatório fornecido à Reuters.
Os dados são os primeiros a mostrar o impacto da proibição sobre o comportamento online dos jovens na Austrália, que está sendo seguida por outros governos ao redor do mundo. O governo australiano e pelo menos dois estudos universitários estão monitorando a situação, mas ainda não publicaram dados.
De acordo com o relatório da Qustodio, “entre as crianças cujos pais não bloquearam o acesso, um número significativo continua a usar plataformas restritas nos meses seguintes à proibição”. A proibição exige que plataformas como Instagram, Facebook, Threads, YouTube, TikTok e Snapchat bloqueiem o acesso de pessoas com menos de 16 anos, sob pena de multa de até US$ 35 milhões.
Um porta-voz do eSafety Commissioner, órgão regulador da internet, afirmou que a entidade está ciente dos relatos sobre a permanência de menores de 16 anos nas mídias sociais e está “interagindo ativamente com as plataformas e seus provedores de garantia de idade”, enquanto monitora possíveis falhas que possam violar a lei.


