Uma semana de guerra no Oriente Médio: EUA exigem rendição do Irã

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A guerra no Oriente Médio completa uma semana com sinais de escalada e ampliação do conflito. Os Estados Unidos exigem a rendição do Irã e prometem intensificar os bombardeios, enquanto Teerã reage com ataques a bases militares.

O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu a rendição incondicional do Irã e descartou qualquer acordo para encerrar a guerra iniciada no último sábado. Ele afirmou que os EUA estão ‘vencendo a guerra de forma decisiva, devastadora e sem piedade’.

“‘Vamos continuar atacando o Irã até decidirmos que está bom, e o regime iraniano não poderá fazer nada sobre isso’, disse Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA.”

O Pentágono declarou que estava ‘vencendo a guerra’ e Trump estimou que o conflito dure de quatro a cinco semanas. No entanto, análises indicam que o regime iraniano não caiu e que o conflito pode se prolongar.

As forças americanas afundaram um navio de guerra iraniano nas águas do Sri Lanka. O Irã respondeu afirmando que os EUA ‘vão se arrepender amargamente’ da ação. Bases americanas no Oriente Médio foram alvos de ataques com mísseis ou drones.

O Irã tenta prolongar o conflito e regionalizá-lo, buscando desgastar seus adversários. A Guarda Revolucionária afirmou que controla o Estreito de Ormuz e que irá fechá-lo enquanto o território iraniano for bombardeado.

Israel também ampliou sua ofensiva contra alvos iranianos, realizando bombardeios em Beirute e Teerã. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta eleições e vê o conflito como uma oportunidade para demonstrar força política.

O Irã, que passou por um processo de desgaste nos últimos meses, mobiliza-se para eleger um novo líder supremo após a morte de Ali Khamenei, sem ceder à pressão dos EUA para se envolver na escolha.

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