A usina nuclear de Bushehr, localizada no Irã, foi atingida por um projétil na noite de sexta-feira, 27 de março de 2026. Este é o terceiro ataque do tipo à instalação nos últimos dias, conforme informou a Organização de Energia Atômica do Irã.
Não houve relatos de vítimas, danos materiais ou interrupções técnicas, segundo a organização, que responsabilizou os Estados Unidos e Israel pelos ataques. A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) foi notificada pelo Irã sobre o incidente.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, expressou “profunda preocupação” com a situação e pediu máxima contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear. Ele alertou que qualquer dano à usina, que contém uma grande quantidade de material nuclear, poderia resultar em um “grave acidente radiológico” que afetaria uma vasta área no Irã e além.
Na terça-feira, 24 de março, a Organização de Energia Atômica do Irã já havia relatado um ataque anterior, descrevendo-o como um “novo ataque” do “inimigo americano-israelense”. O conflito entre os EUA e Israel com o Irã se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Desde o início do conflito, mais de 1.750 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, também se envolveu no conflito, atacando o território israelense em retaliação à morte de Khamenei. Isso levou Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de Ali Khamenei, um novo líder supremo foi eleito no Irã: Mojtaba Khamenei, seu filho. Especialistas indicam que ele representa continuidade da repressão, enquanto Donald Trump criticou essa escolha, classificando-a como um “grande erro”.

