A Universidade de São Paulo (USP) conquistou, pela sexta vez consecutiva, a primeira colocação mundial na área de odontologia no ranking SCImago Institutions Rankings (SIR), divulgado em 25 de fevereiro pela consultoria espanhola SCImago.
A liderança em odontologia reflete o desempenho conjunto de diversas unidades da USP, incluindo a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), a de Ribeirão Preto (FORP) e a da capital São Paulo (FOUSP), além de hospitais universitários nas três cidades.
Além do destaque em odontologia, a USP alcançou a 6ª posição mundial na especialidade de otorrinolaringologia. Nas últimas cinco edições do ranking, a universidade se manteve entre as dez melhores do mundo na área, chegando à 4ª colocação em 2024, à frente de instituições como Stanford e Vanderbilt.
O SIR avalia cerca de 10.800 instituições em todo o mundo com base em três critérios principais: produção e impacto das publicações científicas, desenvolvimento tecnológico e visibilidade digital. Os dados são extraídos da Scopus, a maior base de indexação de literatura científica do mundo.
Luiz Fernando Manzoni Lourençone, chefe dos Serviços de Otorrinolaringologia e de Implante Coclear do Hospital das Clínicas de Bauru (HC Bauru) e docente da Faculdade de Medicina de Bauru (FMBRU-USP), explicou que “é um ranking que mede essencialmente a ciência produzida, sua relevância e alcance global, com menor peso para aspectos assistenciais ou estruturais”.
O desempenho da USP nessas áreas é atribuído, em grande parte, ao trabalho desenvolvido no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), conhecido como Centrinho, em Bauru. O Centrinho é referência mundial e atua no tratamento de fissuras labiopalatinas, deficiência auditiva e implante coclear, integrando assistência altamente especializada, ensino e pesquisa.
Desde 2023, o HRAC passou a integrar o complexo do Hospital das Clínicas de Bauru (HCB) e oferece atendimento gratuito a pacientes de todas as idades por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o Centrinho é considerado o maior centro de reabilitação auditiva e de anomalias craniofaciais do Brasil e um dos maiores do mundo.
Rodrigo Cardoso de Oliveira, diretor da FOB-USP, afirmou que “esse reconhecimento é fruto do trabalho de toda a nossa comunidade — docentes, estudantes e servidores técnicos e administrativos. É uma conquista coletiva”.
O campus de Bauru também se destaca em iniciativas de extensão que levam atendimento a populações vulneráveis, como o Projeto USP em Rondônia, que desde 2002 leva estudantes e professores a comunidades remotas da Amazônia, realizando mais de 40 mil procedimentos nas áreas de odontologia, fonoaudiologia e medicina.

