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Internacional

USS Gerald R. Ford é retirado de operação no Mar Vermelho devido a incêndio e problemas sanitários

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 16:41
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, foi retirado de operação no Mar Vermelho, onde desempenhava um papel central na guerra contra o Irã. A decisão ocorre após quase nove meses de missão, marcada por um incêndio e problemas nas instalações sanitárias.

O incêndio, que começou na lavanderia do navio, feriu dois marinheiros e danificou cerca de 100 camas. Apesar do incidente, um oficial americano afirmou que as operações do porta-aviões não foram afetadas e que todos os marinheiros tinham onde dormir.

Além do incêndio, o porta-aviões enfrenta problemas com ralos entupidos e longas filas nos banheiros. Um relatório de 2020 já indicava que os ralos entopem com frequência, exigindo limpeza regular, com custo de US$ 400 mil por procedimento.

A Marinha dos EUA reconheceu as dificuldades enfrentadas, mas garantiu que os problemas de entupimento são resolvidos rapidamente por pessoal treinado, minimizando o tempo de inatividade.

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A previsão é que o USS Gerald R. Ford siga para Creta em breve para reparos. Sua retirada representa uma lacuna significativa para as forças americanas, que contaram com os caças embarcados do porta-aviões em mais de duas semanas de ataques contra o Irã.

O USS Gerald R. Ford, lançado por Donald Trump em 2017, custou US$ 13 bilhões e possui mais de 335 metros de comprimento. Ele é impulsionado por dois reatores nucleares e pode navegar a cerca de 55 km/h, transportando até 100 mil toneladas e uma tripulação de mais de quatro mil marinheiros.

O navio deverá ser substituído pelo USS George Bush, que se prepara para ser enviado ao Oriente Médio. Antes de sua missão atual, o Gerald R. Ford participou de operações no Caribe, onde ajudou na apreensão de petroleiros alvo de sanções e na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

O senador Mark Warner criticou o longo período de serviço do navio, afirmando que “o USS Ford e sua tripulação foram levados ao limite após quase um ano no mar e estão pagando o preço pelas decisões militares imprudentes do presidente Donald Trump”.

TAGGED:Donald TrumpEstados UnidosEUAIncêndiomarinhaMarinha dos Estados UnidosMark WarnerPorta-aviões
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