Vale planeja investir entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026, diz CFO

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Vale anunciou que planeja investir entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026. A informação foi divulgada por Marcelo Bacci, CFO da empresa, em entrevista.

No quarto trimestre de 2025, a mineradora registrou um prejuízo líquido de R$ 3,8 bilhões, resultado que foi impactado por baixas contábeis relacionadas à operação de níquel no Canadá. Apesar do resultado negativo, a Vale apresentou um Ebitda ajustado de US$ 4,6 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado.

Bacci afirmou que o prejuízo não afeta a geração de caixa da companhia, que se manteve robusta no período. Ele explicou:

““São valores que não afetam a geração de caixa da companhia, tem um efeito contábil, mas, do ponto de vista da performance operacional, nós fomos muito bem.””

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Para 2026, as perspectivas são positivas, mesmo com o crescimento moderado da China, principal mercado consumidor de minério de ferro. Bacci, que esteve recentemente na China, relatou um cenário promissor. Embora o consumo de minério de ferro na China deva crescer apenas até 1%, o executivo considera o cenário favorável devido ao tamanho do mercado chinês, que representa mais de 50% do mercado global.

A Vale também planeja manter um patamar próximo a US$ 6 bilhões em investimentos nos anos seguintes. Segundo Bacci, a situação financeira da empresa permite manter tanto os investimentos quanto a distribuição de dividendos em níveis expressivos. Entre os projetos em andamento, ele destacou Vargem Grande e Capanema, que devem contribuir para o volume de produção e redução de custos operacionais.

Bacci comentou:

““São projetos importantes para a Vale que vão nos ajudar tanto a entregar o volume de produção que a gente prometeu para o ano, quanto também a reduzir os nossos custos.””

O cobre é atualmente o principal foco de crescimento da Vale em metais básicos. A empresa produz cerca de 350 mil toneladas por ano e tem potencial para dobrar esse volume nos próximos 10 anos, chegando a 700 mil toneladas anuais, principalmente com investimentos em ativos já existentes na região de Carajás, no Brasil.

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Bacci destacou que a demanda por metais, impulsionada pelo crescimento do mercado de tecnologia e inteligência artificial, favorece a utilização de minério de ferro, cobre e outros metais. Ele também comentou sobre o movimento global para estabilização de preços de minerais críticos, liderado pelos Estados Unidos, e como a Vale, como maior produtor de níquel do mundo ocidental, pode se beneficiar dessas iniciativas.

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