No sábado, 7 de março de 2026, pelo menos 17 presos políticos foram libertados de uma penitenciária em Caracas, Venezuela. A liberação ocorreu após protestos de parentes dos detentos, que se acorrentaram do lado de fora do complexo penitenciário exigindo a soltura do grupo.
Uma lei de anistia foi sancionada há duas semanas pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o governo após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana em 3 de janeiro. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, anunciou em 8 de janeiro o início de um processo de liberações.
Os detentos da Zona 7 foram libertados com medidas restritivas e devem comparecer aos tribunais para obter a liberdade plena, ao contrário de outros presos que tiveram seus processos arquivados. Segundo a ONG Foro Penal, quase 500 pessoas continuam detidas por motivos políticos, incluindo militares e estrangeiros.
““Uma nova Venezuela, seguimos avançando, seguiremos construindo, seguiremos buscando a melhoria e a liberdade dos outros presos políticos”, disse Brayan Orozco, filho do ex-deputado Fernando Orozco, ambos libertados.”
Os parentes dos detentos pernoitam em barracas diante do centro penitenciário há dois meses. Algumas mulheres iniciaram uma greve de fome, que foi suspensa após as liberações de 14 de fevereiro, quando 17 pessoas deixaram a prisão.
Os familiares solicitaram a presença de Delcy Rodríguez e da encarregada de Negócios dos Estados Unidos, Laura Dogu. Desde 8 de janeiro, mais de 620 presos políticos foram libertados, incluindo mais de 100 após a promulgação da anistia, conforme o Foro Penal. O governo afirma que 7.365 pessoas, entre detidos e aqueles em liberdade condicional, receberam liberdade plena.


