O vereador Eduardo Moura, do partido Novo, foi indiciado pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) na segunda-feira, 16 de março de 2026, por injúria qualificada e difamação contra o colega Chico Kiko, do PSB, e a esposa dele, Maria José da Silva. O indiciamento ocorreu após um incidente registrado em vídeo durante uma sessão da Câmara Municipal do Recife, no dia 10 de fevereiro, onde Moura fez um gesto de ‘chifres’.
De acordo com o inquérito, os crimes foram considerados agravados por terem sido cometidos na presença de várias pessoas e divulgados em redes sociais. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Boa Viagem, sob a supervisão do delegado Mário de Oliveira Melo Júnior, e teve início após uma denúncia apresentada por Chico Kiko.
Em nota, Eduardo Moura afirmou que não foi notificado sobre o indiciamento e expressou estranheza em relação à condução do caso. Ele destacou que já havia feito uma retratação pública pelo gesto, tanto na tribuna da Câmara quanto em suas redes sociais, reconhecendo o erro e demonstrando respeito ao debate institucional.
““O vereador Eduardo Moura informa que não recebeu nenhuma notificação sobre o suposto indiciamento da Polícia Civil de Pernambuco sobre a decisão divulgada. A situação causa estranheza, uma vez que o delegado da Delegacia de Boa Viagem havia afirmado anteriormente que os fatos não justificariam a abertura de procedimento pela unidade policial”,”
disse o vereador em sua nota. Moura também registrou um Boletim de Ocorrência por ameaça de morte contra Chico Kiko, além de comunicar o caso ao Ministério Público de Pernambuco e à Comissão de Ética da Casa, que deverá discutir a admissibilidade na próxima quarta-feira, 18 de março.
Eduardo Moura afirmou que uma ameaça de morte é extremamente grave e precisa ser apurada com rigor. Ele denunciou ser alvo de perseguição política e que essa situação é uma tentativa de enfraquecer as denúncias que vem apresentando contra a gestão do prefeito João Campos e sua base aliada.
Além de responder ao indiciamento, Eduardo Moura relatou que foi ameaçado de morte por Chico Kiko, um episódio que teria ocorrido dois dias após o desentendimento em plenário, nas dependências da Câmara, e que foi presenciado por outros vereadores e servidores. Moura registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e comunicou o caso ao Ministério Público de Pernambuco, à segurança institucional do Legislativo e ao comando da Polícia Militar, solicitando medidas para garantir sua integridade física.
Chico Kiko, procurado, afirmou que soube do caso pela imprensa e que seu jurídico vai se informar antes de se pronunciar.


