O vereador José Gomes da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Dedé (PSB), obteve na Justiça o direito de cumprir prisão domiciliar após ser preso na última quinta-feira (12) durante a ‘Operação Traditori’, deflagrada pela Polícia Federal.
A operação investiga o suposto financiamento ilegal de campanhas eleitorais pela facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) no município de Morada Nova, com foco nas eleições de 2024. Júnior do Dedé deve utilizar tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa nem manter contato com outros envolvidos no processo.
A defesa do vereador argumentou que, como advogado, ele tem direito a condições especiais de detenção, conforme a legislação. O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) acatou o pedido, destacando que Júnior do Dedé não foi condenado e está em prisão preventiva.
A operação da PF levou à prisão de cinco vereadores, incluindo o presidente da Câmara Municipal, Hilmar Sérgio (PT), e outros três vereadores. Todos foram afastados de suas funções públicas. A investigação começou após um inquérito da Polícia Civil sobre tráfico de drogas, que revelou transações financeiras da GDE para campanhas eleitorais.
Os vereadores são suspeitos de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes eleitorais, mas não são investigados por tráfico de drogas. A Justiça Eleitoral determinou o sequestro e bloqueio de bens dos envolvidos para interromper o fluxo financeiro da organização criminosa.
A Prefeitura de Morada Nova afirmou que não é alvo da investigação e não possui envolvimento com os fatos apurados. A vice-presidente da Câmara, Jane Martins, informou que as atividades legislativas foram suspensas devido à falta de quórum.
O vereador Hilmar Sérgio manifestou surpresa com a decisão judicial e negou vínculos com organizações criminosas, enquanto a defesa de Júnior do Dedé ainda não teve acesso aos autos do processo.


