O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), registrou um boletim de ocorrência na segunda-feira (9) afirmando ser alvo de uma campanha para caluniá-lo. Ele atribui essa ação ao trabalho que vem realizando na gestão municipal.
Araújo declarou que as tentativas de difamação estariam ligadas à apuração de possíveis irregularidades na administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e à exoneração de servidores em diversas pastas. Ele afirmou ter recebido informações de que pessoas teriam sido contratadas para grampear seu celular e abrir uma conta corrente em seu nome no Uruguai.
O vice-prefeito relatou que a conta seria utilizada para receber depósitos relacionados a uma empresa de ônibus. Em suas palavras, “A finalidade deles é me desmoralizar, porque o meu trabalho na prefeitura está incomodando algumas pessoas. Assim como fizeram com o Bolsonaro, preso injustamente por uma narrativa mentirosa, querem me prejudicar”.
Ricardo Mello Araújo registrou dois boletins de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. Além da suposta campanha difamatória, ele também relatou que teve um celular furtado na Avenida Paulista durante um ato de protesto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no último domingo, dia 1º de março.
Fontes próximas ao vice-prefeito informaram que ele acredita que o objetivo da campanha é afastá-lo da disputa pela indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma vaga no Senado pelo Estado de São Paulo. Há suspeitas de que integrantes de partidos da base bolsonarista em São Paulo estejam por trás das ações.
Indicado para vice na chapa de Ricardo Nunes pela família Bolsonaro, Mello Araújo causou desconforto entre integrantes da Prefeitura ao criticar publicamente erros da equipe do prefeito. Ele defendeu que as investigações continuem na Secretaria de Turismo, que está sob investigação da Controladoria Geral do Município de São Paulo (CGM). “Falar que não existe nada errado é um absurdo”, afirmou.


