A Vigilância Sanitária interditou uma farmácia de manipulação clandestina na Avenida Doutor Moraes Salles, no Cambuí, em Campinas (SP), na tarde de terça-feira, 17 de março de 2026.
A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil e resultou na apreensão de cerca de 3 toneladas de matéria-prima, totalizando R$ 940 mil. Durante a fiscalização, duas pessoas estavam manipulando produtos sem os equipamentos de proteção adequados.
A farmácia operava de forma irregular, sem alvará, colocando em risco a saúde da população, conforme informações da prefeitura. Funcionários relataram que o laboratório clandestino funcionava há pelo menos um ano e tinha como meta a produção de 50 mil cápsulas por dia.
No local, foram encontrados produtos armazenados em condições inadequadas, sem controle de temperatura e higiene, além de máquinas industriais em más condições de limpeza. A fiscalização também identificou irregularidades na dosagem dos medicamentos, com diferenças de gramatura.
A Vigilância Sanitária constatou diversas irregularidades, incluindo funcionamento sem licença sanitária, ausência de responsável técnico habilitado, manipulação de substâncias controladas sem autorização e descumprimento das boas práticas de manipulação exigidas pela legislação.
Além disso, o laboratório clandestino utilizava a licença da farmácia vizinha, a Biostévi Pharma, para abastecer sua operação irregular, configurando uso fraudulento de documentação sanitária. O responsável terá um prazo de 10 dias para apresentar defesa no processo administrativo sanitário.
A Biostévi Pharma informou que possui Licença Sanitária e Alvará de Funcionamento, e que as matérias-primas presentes no estabelecimento têm laudos técnicos, certificados de qualidade e comprovação de origem, atendendo às exigências legais aplicáveis.
““A Biostévi Pharma vem, por meio deste, prestar esclarecimentos a respeito das informações mencionadas. A empresa informa que possui, regularmente, Licença Sanitária vigente, bem como Alvará de Funcionamento devidamente emitidos pelos órgãos competentes.””
A empresa também afirmou que qualquer adequação necessária será feita prontamente, assim que forem formalmente orientados pela Vigilância Sanitária, e destacou que o volume de materiais armazenados é significativamente inferior ao mencionado.


