Vitinha reafirma compromisso com o PSG e descarta saída para o Real Madrid

Amanda Rocha
Tempo: 5 min.

O meio-campista português Vitinha afirmou que não tem intenção de deixar o Paris Saint-Germain neste momento e descartou uma transferência para o Real Madrid. Em entrevista ao programa ‘Soltinhos pelo Mundo’, do Canal 11, o jogador comentou sobre seu futuro e a trajetória no clube francês.

Após uma das melhores temporadas com a camisa do PSG, Vitinha, de 26 anos, abordou os rumores sobre uma possível ida ao Real Madrid.

“‘Acho que não é o melhor para mim neste momento. Sinto-me super bem aqui no PSG. Sinto que as pessoas daqui gostam muito de mim e sinto que consegui merecer esse carinho. Eu adoro estar aqui, a minha família também. Temos um grupo fantástico e um treinador incrível. Seria estúpido se eu me mudasse’,”

afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de atuar no futebol da Arábia Saudita, Vitinha reconheceu que as propostas financeiras são atraentes, mas disse que isso não mudaria sua decisão.

“‘Não podemos ser ingênuos. São realmente dinheiros importantes que te podem deixar bem para toda a vida. Mas acho que não ligo tanto às coisas que o dinheiro dá. Ligo mais para ter uma carreira de uma certa maneira. Já ganho muito bem aqui na Europa, num clube enorme. Dobrar ou triplicar isso não iria aumentar a minha felicidade’,”

explicou.

Durante a entrevista, o ex-jogador do Porto relembrou sua primeira temporada no PSG e admitiu que a adaptação ao futebol francês não foi simples.

“‘Até novembro ou dezembro, antes da Copa do Mundo, as coisas estavam correndo muito bem. A equipe estava ‘voando’ e eu me sentia bem. Depois do Mundial no Catar as coisas começaram lentamente a decair e acabamos a época mal’,”

recordou.

Vitinha também destacou que aquele foi seu primeiro grande desafio internacional.

“‘Era o meu primeiro ano internacional. No Wolverhampton joguei pouco e pouca gente me conhecia. No FC Porto senti que tinha cumprido aquilo que queria ser como jogador. Depois chego ao primeiro grande ano fora e a primeira imagem não foi convincente’,”

disse, referindo-se à sua passagem pelo Wolverhampton.

O meio-campista explicou que precisou adaptar seu estilo de jogo para se manter competitivo, reconhecendo que não possui características físicas ideais.

“‘Tive de antecipar outras coisas, posicionar-me de outra forma, ver antes de receber. Posso não ir diretamente ao contato, mas não posso não valer para nada’,”

afirmou. Ele comparou esse processo a uma evolução natural, mencionando as girafas.

“‘As girafas têm o pescoço longo para chegar às folhas mais altas. Foi uma evolução para conseguir lá chegar’,”

disse, entre risos.

A última temporada consolidou o papel de Vitinha no futebol europeu, terminando entre os três primeiros colocados na votação da Bola de Ouro, prêmio conquistado pelo companheiro de equipe Ousmane Dembélé. Vitinha afirmou que nunca teve dúvidas sobre a justiça da escolha.

“‘Quando disse que o Dembélé era o justo vencedor não era conversa fiada. Foi a nossa referência e o nosso líder dentro de campo. Foi decisivo nos momentos importantes e merecia ganhar’,”

declarou.

Ele também elogiou o desempenho de Lamine Yamal e Raphinha ao longo da temporada, destacando o nível apresentado pelos dois. Mesmo com o reconhecimento individual, Vitinha tentou manter as expectativas sob controle.

“‘Sabia que podia ficar num bom lugar, mas nunca criei demasiadas expectativas. Se ficasse fora do top 3 também não me iam ver triste. Mas claro que acabar no pódio foi especial’,”

disse.

Ao ser questionado se se considera o melhor meio-campista do mundo, Vitinha foi cauteloso, embora reconheça seu nível.

“‘Não gosto de dizer que sou o melhor. Parece arrogante, porque isso acaba por ser sempre uma opinião. Mas sei que estou nesse lote’,”

afirmou. Ele citou Pedri como um dos jogadores que mais admira na posição, incluindo também João Neves e Bruno Fernandes.

Compartilhe esta notícia