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Meio Ambiente

Voçorocas em Buriticupu colocam população em risco, alerta especialista

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 18:46
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
Voçorocas em Buriticupu colocam população em risco, alerta especialista
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A cidade de Buriticupu, localizada a 415 quilômetros de São Luís, enfrenta um grave problema com voçorocas que têm causado o colapso de ruas e a perda de moradias, colocando milhares de famílias em situação de risco. Algumas dessas voçorocas chegam a mais de 30 metros de profundidade, afetando a vida dos aproximadamente 35 mil moradores do município.

A situação, que se agrava há pelo menos quatro décadas, se torna mais evidente durante o período de chuvas. O professor doutor Marcelino Farias, do Departamento de Geociências da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), explica que a geomorfologia da região e fatores como desmatamento ilegal e a falta de projetos de drenagem contribuem para o problema. “Buriticupu é um caso típico de mau uso do solo, especialmente urbano, que deve ser utilizado como um exemplo a ser evitado em outras realidades”, afirmou Farias.

O termo voçoroca, originado do tupi-guarani, refere-se a grandes escavações no solo provocadas pelas águas das chuvas. O desmatamento ilegal tem intensificado a erosão, pois a supressão da vegetação faz com que a água das chuvas corra pela superfície, criando microcanais que se ampliam até formarem voçorocas. Farias destaca que a pecuária é uma das principais causas da erosão na zona rural, devido ao desmatamento sem autorização.

Nos últimos três anos, a situação se intensificou, com várias ruas sendo tomadas pelas crateras. Em 2024, o governo federal destinou recursos para projetos de drenagem na região, mas as medidas não foram suficientes. Em fevereiro de 2025, a prefeitura de Buriticupu decretou estado de calamidade pública devido ao agravamento das erosões.

Farias ressalta que a falta de obras de contenção e drenagem adequadas tem dificultado a resolução do problema. “As áreas continuam sendo urbanizadas próximo à encosta, e não há nenhuma obra de drenagem para controlar o fluxo de água”, apontou o professor. Ele também mencionou que o crescimento da cidade e a pavimentação sem rede de drenagem agravam a situação.

Para evitar um colapso urbano, Farias sugere a adoção de medidas urgentes e estruturais, como o uso de geotecnologias, bioengenharia, retaludamento, revegetação e sistemas eficientes de drenagem. Ele enfatiza a necessidade de o poder público municipal tomar a frente do processo, atualizando o plano diretor para controlar o uso de áreas vulneráveis à erosão.

A prefeitura de Buriticupu foi contatada, mas ainda não se manifestou. Recentemente, a prefeitura publicou um alerta em uma rede social sobre o risco de deslizamentos devido ao grande volume de chuvas. Entre os dias 4 e 6 de março, foram registrados aproximadamente 114 mm de chuva, e o município está sob alerta moderado para ocorrências de movimento de massa, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).

O Corpo de Bombeiros orienta a população que reside em áreas de risco a ficar atenta a sinais de perigo, como alagamentos e deslizamentos, e a procurar abrigo fora dessas áreas em caso de emergência.

TAGGED:BuriticupuDesmatamento IlegalMaranhãoMarcelino FariasMeio AmbienteUniversidade Federal do Maranhãovoçorocas
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