Volkswagen anuncia picape Tukan como primeiro veículo eletrificado produzido no Brasil

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Volkswagen anunciou nesta quarta-feira (4) que a futura picape Tukan será o primeiro veículo eletrificado da marca produzido no Brasil. A nova picape marca a estratégia da companhia alemã de entrar com mais força em um segmento dominado por montadoras asiáticas no país.

A empresa informou que a Tukan, que ainda não tem data oficial para lançamento, inaugurará o plano de ter, a partir deste ano, uma versão eletrificada de cada novo modelo desenvolvido e produzido na América do Sul.

Embora a Volkswagen ainda não tenha revelado detalhes sobre a nova picape, a companhia adiantou que a Tukan não substituirá a campeã de vendas da marca, a compacta Saveiro. O presidente da Volkswagen Brasil, Ciro Possobom, afirmou que a Tukan ocupará um “segmento inédito” para a empresa no país.

O veículo será inédito no portfólio da Volkswagen no mundo, pois se trata de uma picape de médio porte. A picape terá um nível de nacionalização de peças de 76%, mas o propulsor elétrico será trazido da Alemanha e as baterias virão da China. O motor a combustão do modelo será produzido no Brasil e a picape será montada em São José dos Pinhais (PR).

O anúncio da Tukan ocorre em um momento em que marcas asiáticas têm conquistado espaço no mercado brasileiro de veículos, com modelos elétricos e híbridos representando mais de 10% das vendas de novos no país. A chinesa BYD, que inaugurou sua primeira fábrica no Brasil em outubro, já ocupa a quinta posição nas vendas de veículos novos, subindo da nona colocação do ano passado.

Possobom também comentou que a Volkswagen no Brasil está operando em plena capacidade, com dois turnos, e produziu quase 540 mil carros no ano passado, um crescimento de 17% em relação a 2024 e ante cerca de 350 mil veículos em 2023. No acumulado de janeiro e fevereiro, a montadora ocupa a segunda posição no ranking de vendas, atrás da Fiat.

O executivo afirmou que, até o momento, a montadora não sentiu impactos na cadeia de fornecimento devido à guerra no Oriente Médio, mas previu atrasos no fornecimento de peças. “O que afetou mais até agora foi o rigor do inverno da Europa, que atrapalhou o fluxo de navios”, disse.

Possobom destacou que a Volkswagen investiu cerca de R$ 3 bilhões em maquinário, modernização de linhas de produção e pesquisa e desenvolvimento no Brasil, preparando a companhia para a eletrificação de sua linha. Ele também mencionou que a Volkswagen, presente no Brasil há 73 anos, tem 750 fornecedores, dos quais 80% têm operações no país, e que o nível de nacionalização da produção é de 85%.

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