Daniel Vorcaro relatou à namorada, Martha Graeff, que André Esteves, dono do BTG, tentou dissuadi-lo da operação do Banco Master com o BRB (Banco de Brasília). Segundo as mensagens trocadas entre eles, Esteves afirmou que o Master deveria “agradecer a Deus” pela proposta que fez.
No dia 4 de abril de 2025, Vorcaro comentou com Graeff que se encontrou com Esteves a pedido do Banco Central e levou Augusto Lima como testemunha. Ele descreveu a conversa, dizendo que Esteves se apresentou como “o maior banqueiro do mundo” e que deveria ser considerado como uma figura divina na vida deles.
““Andre disse que era o maior banqueiro do mundo. E ele era Deus que apareceu na nossa vida. Que tínhamos que agradecer a Deus a proposta dele e esquecer o BRB”, disse Vorcaro.”
A assessoria de imprensa do BTG negou qualquer interesse na aquisição do BRB, reiterando que sua atuação se limitou à aquisição estratégica de ativos não problemáticos, visando prover liquidez à instituição em momentos específicos do mercado.
Vorcaro também mencionou que a situação política estava tensa e que ele se sentia pressionado. Ele afirmou que muitos empresários e políticos estavam contra ele, e que amigos de Esteves o estavam condenando.
““Essa semana fui massacrado… Todos grandes empresários, políticos, até amigos dele ficaram contra”, relatou Vorcaro.”
Em conversas posteriores, Vorcaro disse a Graeff que Esteves o havia pressionado para que ele “ficasse com o banco”. Ele expressou preocupação com a situação, afirmando que se tornara um alvo.
““Esteves me deu uma espremida pra ele ficar com o banco. Ta foda. Virei alvo”, afirmou Vorcaro.”


