Wilder Morais teve papel na indicação de Alexandre de Moraes ao STF

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O senador Wilder Morais, presidente do PL em Goiás, teve um papel importante na indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em 10 de fevereiro de 2017, a revista ‘Veja’ publicou uma reportagem sobre uma ‘sabatina informal’ realizada em um barco de Wilder, onde um grupo de senadores se reuniu para discutir a indicação de Moraes.

A reportagem informa que o encontro ocorreu na chalana Champagne, propriedade de Wilder Morais, em Brasília. A conexão entre os dois é clara, o que pode explicar a postura do senador em relação ao STF, já que ele não tem feito críticas aos ministros, especialmente a Moraes.

Enquanto outros membros do PL, como o deputado federal Nikolas Ferreira, criticam abertamente o STF e sugerem o impeachment de Alexandre de Moraes, Wilder Morais mantém um silêncio estratégico. Especialistas afirmam que isso pode estar ligado a interesses pessoais e políticos do senador.

Além disso, o senador Vanderlan Cardoso, que se dizia bolsonarista, mudou de lado após a eleição de Lula e se tornou um aliado do presidente. Essa mudança de postura também afetou a dinâmica política em Goiás, onde Wilder Morais não defendeu seu correligionário Gustavo Gayer, que é um crítico do governo atual.

A candidatura de Wilder Morais ao governo de Goiás é vista como uma tentativa de prejudicar Gayer, que, se eleito senador, pode se juntar a outros senadores na articulação do impeachment de Moraes. A situação política em Goiás se torna ainda mais complexa com a possibilidade de Izaura Cardoso, esposa de Vanderlan, assumir a vaga de Wilder no Senado.

Por fim, a relação de Wilder Morais com Alexandre de Moraes levanta questões sobre sua posição dentro do PL e sua real afinidade com o bolsonarismo, já que sua postura parece mais alinhada a interesses pessoais do que a uma ideologia política clara.

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