Zé Felipe e a baixa de testosterona: debate sobre reposição hormonal é reavivado

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O relato recente de Zé Felipe sobre a queda de testosterona e o uso de chip hormonal reacendeu o debate sobre a reposição hormonal. O cantor comentou que descobriu níveis baixos do hormônio após exames e associou essa condição a alterações no sono e ao cortisol elevado.

Após o tratamento, Zé Felipe afirmou ter sentido mais disposição e energia. No entanto, especialistas alertam que a testosterona pode diminuir com o passar dos anos, geralmente a partir dos 30 ou 40 anos, mas a idade não é o único fator. Questões como obesidade, sedentarismo, sono ruim, estresse crônico e doenças metabólicas também influenciam na queda dos níveis hormonais.

Os sintomas da baixa de testosterona podem variar, incluindo redução da libido, dificuldade de ereção, menos ereções matinais, fadiga, perda de massa muscular, aumento de gordura corporal, desânimo, irritabilidade e dificuldade de concentração. Além disso, a baixa hormonal pode estar relacionada à perda de densidade óssea, anemia e redução de pelos corporais.

É importante ressaltar que esses sintomas não são exclusivos da baixa de testosterona e podem ocorrer em casos de depressão, distúrbios do sono e outras doenças. Portanto, o diagnóstico deve ser baseado em uma avaliação abrangente, que inclui a dosagem hormonal pela manhã, quando os níveis tendem a ser mais estáveis, e a confirmação dos resultados em pelo menos duas coletas diferentes.

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A reposição hormonal não deve ser vista como uma solução rápida para disposição ou desempenho. O objetivo é normalizar níveis baixos em pacientes com sintomas compatíveis, e não elevar a testosterona acima do que é considerado fisiológico. O uso inadequado pode acarretar problemas como infertilidade, redução da produção natural do hormônio, alterações de humor e dependência do uso.

Os médicos alertam especialmente para homens que desejam ter filhos, pois a reposição direta de testosterona pode prejudicar a fertilidade, já que o organismo pode interpretar que há hormônio suficiente circulando e reduzir o estímulo natural aos testículos. Para alguns pacientes, outras abordagens terapêuticas podem ser mais apropriadas.

Atualmente, a reposição pode ser realizada por meio de gel, aplicações injetáveis ou implantes hormonais, dependendo do quadro clínico e da avaliação médica. Mesmo quando indicada, a terapia requer acompanhamento, pois o uso inadequado pode levar a efeitos colaterais como acne, queda de cabelo, alterações hepáticas, aumento de glóbulos vermelhos e agravamento de doenças preexistentes, especialmente em pacientes com câncer de próstata ou de mama.

Embora o caso de Zé Felipe tenha ajudado a popularizar o tema, os especialistas enfatizam que a baixa de testosterona não deve ser tratada como uma tendência ou solução universal para cansaço, desânimo ou perda de desempenho. A investigação clínica, exames corretos e uma prescrição individualizada continuam sendo o caminho seguro antes de qualquer reposição.

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