A Verdade e Tragédia de Moriah Wilson: Documentário estreia na Netflix

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No dia 11 de maio de 2022, Anna Moriah “Mo” Wilson, uma ciclista promissora, foi encontrada morta na casa de uma amiga em Austin, Texas. Ela foi fatalmente baleada horas após passar a noite com um colega ciclista. O caso volta a ser destaque com o documentário ‘A Verdade e Tragédia de Moriah Wilson’, que estreia em 3 de abril na Netflix.

Dirigido pela vencedora do Emmy, Marina Zenovich, e produzido pelo vencedor do Oscar, Evan Hayes, o filme revisita a investigação e o julgamento amplamente divulgados, mas foca principalmente na vida de Wilson e no impacto duradouro de sua morte. “Queríamos fazer um filme sobre ela e sua jornada”, disse Zenovich.

Moriah nasceu em New Hampshire e cresceu em Vermont, em uma família atlética. Ela se formou em engenharia pela Dartmouth College e competiu como parte da equipe de esqui alpino da escola. Após lesões que interromperam suas ambições no esqui, ela se voltou para o ciclismo, rapidamente se destacando nas corridas de gravel nos Estados Unidos.

No dia 11 de maio, Wilson estava se preparando para a corrida Gravel Locos. Naquela noite, ela nadou e jantou com o ciclista Colin Strickland, com quem teve um breve relacionamento. Por volta das 21h54, sua amiga Caitlin Cash a encontrou inconsciente no banheiro. O atendimento de emergência foi acionado, mas Wilson já havia sido baleada várias vezes.

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A investigação levou a atenção a Colin Strickland e sua namorada, Kaitlin Armstrong. Imagens de vigilância mostraram um SUV preto, identificado como o Jeep de Armstrong, próximo à casa de Cash antes do tiroteio. A arma do crime foi ligada a um revólver que Strickland comprou para Armstrong.

Armstrong tinha um histórico de ciúmes e havia confrontado Wilson sobre seu relacionamento com Strickland. Dados de GPS a colocaram na cena do crime. Após uma busca internacional, Armstrong foi presa em 29 de junho de 2022, após 43 dias foragida.

O julgamento de Armstrong começou em 30 de outubro de 2023. A acusação apresentou um cronograma detalhado da noite do crime, incluindo evidências de DNA que a ligavam à bicicleta de Wilson. Em 16 de novembro de 2023, um júri a considerou culpada, resultando em uma sentença de 90 anos de prisão.

O documentário recontextualiza a narrativa, dando voz à família e amigos de Wilson, explorando como a dor moldou suas vidas após sua morte. A família estabeleceu a Fundação Moriah Wilson em 2023, que apoia iniciativas comunitárias e o acesso a esportes ao ar livre. O filme busca restaurar uma imagem mais completa de Wilson como pessoa.

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