Três adolescentes de 14 anos de Santa Rita d’Oeste, interior de São Paulo, desenvolveram o projeto AquaLab IA, um sistema de monitoramento da qualidade da água que utiliza inteligência artificial. O projeto foi um dos finalistas e mais premiados da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) em 2026.
Os estudantes Daniel Ponzani Fernandes, Raynan Vitor Garrio e Tiago Murilo Marques Dias criaram um sistema autônomo que utiliza machine learning, visão computacional e microscopia para monitorar a água. O AquaLab IA visa reduzir a escassez de dados e democratizar o acesso à tecnologia de vigilância hídrica.
O projeto se baseia em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo consomem água contaminada, resultando em aproximadamente 1,4 milhão de mortes por ano. O sistema, de baixo custo, realiza a análise de 10 parâmetros essenciais, incluindo pH, turbidez, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio (DBO) e presença de coliformes.
O estado de São Paulo conquistou 51 prêmios na FEBRACE 2026 e levará projetos à Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) 2026, a principal competição científica pré-universitária do mundo. Entre as soluções selecionadas estão iniciativas que vão do uso de inteligência artificial para detectar balões e prevenir incêndios à reciclagem de resíduos de turbinas eólicas.
A premiação da FEBRACE ocorreu no dia 20 de março, na Universidade de São Paulo (USP), e reuniu 297 projetos finalistas de todo o país. Os projetos selecionados para a ISEF 2026 representarão o Brasil em Phoenix, nos Estados Unidos, entre os dias 9 e 15 de maio.
Ainda nesta quarta-feira (8), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em parceria com a plataforma TikTok, anunciou a criação do Prêmio SBPC-TikTok de Divulgação Científica, que busca reconhecer comunicadores de ciência e instituições que se destacam na popularização científica digital.

