A Affiance está processando a Hapvida em uma disputa judicial que pode resultar em uma dívida de R$ 1 bilhão. A ação é decorrente da aquisição do grupo Promed pela Hapvida em 2021, por R$ 1,5 bilhão.
Segundo a Affiance, o acordo incluía um contrato de exclusividade para a venda de planos de saúde em Minas Gerais. A empresa, que adquiriu 13 corretoras de seguros e contratou 5 mil vendedores, deveria receber comissões por mensalidades, comissões vitalícias em certos casos e bônus por metas de performance.
Para apurar esses valores, a Hapvida era responsável por enviar relatórios periódicos detalhados à Affiance. No entanto, desde novembro de 2022, esses relatórios deixaram de ser enviados.
O caso está sendo julgado na 10ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte. Em 23 de março de 2026, o juiz Sebastião Pereira dos Santos Neto aplicou o artigo 400 do Código de Processo Civil, que presume a veracidade dos fatos apresentados pela Affiance, devido à recusa da Hapvida em fornecer os documentos solicitados.
No dia 8 de abril de 2026, a Affiance protocolou na justiça mineira pedidos de medidas coercitivas para obter os documentos necessários. Entre as solicitações estão busca e apreensão na matriz da Hapvida e requisições de informações à ANS e às empresas de auditoria KPMG, Deloitte e PwC, que possuem dados relevantes para o cálculo da dívida.
A Hapvida não se manifestou sobre o caso até o momento. O espaço permanece aberto para comentários.

