A Air New Zealand anunciou que oferecerá sessões de descanso em beliches de três andares para passageiros da classe econômica e econômica premium. O serviço permitirá que cada viajante reserve até duas sessões de até quatro horas, ao custo de 495 dólares neozelandeses (cerca de R$ 1,5 mil) cada, além do valor da passagem.
A novidade começará a ser vendida em maio, com os primeiros voos programados para novembro. As cabines de descanso estarão disponíveis apenas nas aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner na rota entre Auckland, na Nova Zelândia, e Nova York, nos Estados Unidos, uma das mais longas do mundo, com duração entre 16 e 18 horas.
Devido ao uso compartilhado dos beliches, a companhia estabeleceu regras de etiqueta. O acesso será permitido apenas para pessoas a partir de 15 anos, e será proibido comer, usar perfumes fortes ou dividir o beliche com outra pessoa — ou seja, não será permitido dormir de conchinha. “Isso significa cochilos individuais apenas, por favor — nada de ‘troca de lugares’ ou compartilhamento”, informa o site da Air New Zealand.
A companhia garante que travesseiros, cobertores e lençóis “são todos renovados” entre cada período de quatro horas. Os passageiros também deverão trocar de meias por um par especial fornecido pela companhia para acessar o espaço e manter o cinto de segurança afivelado sobre o cobertor. Além disso, a empresa disponibilizará tampões de ouvido, já que “estatisticamente, alguém vai roncar”, conforme mencionado no site.
O espaço contará com iluminação especial, cortina, tomada para carregar eletrônicos e um botão para chamar a tripulação. Cada leito terá cerca de 2,03 m de comprimento, mas o espaço não permitirá que o passageiro se sente totalmente ereto. Para entrar, será necessário se abaixar, ajoelhar, engatinhar ou subir até o espaço, segundo a companhia.
Os beliches terão 64 centímetros de largura na altura dos ombros e vão afunilando até 41 centímetros na região dos pés. A Air New Zealand também anunciou que aumentou tarifas e cortou alguns voos domésticos em resposta à alta dos custos de combustível durante a guerra no Oriente Médio. Em março, a companhia suspendeu sua previsão de lucros devido à volatilidade dos preços do combustível e alertou que mais mudanças nas rotas podem ocorrer.


