O empresário italiano Paolo Zampolli, aliado do presidente americano Donald Trump e enviado especial para assuntos globais do governo republicano, gerou indignação ao afirmar que ‘mulheres brasileiras são programadas para causar confusão’. A declaração foi feita em entrevista à emissora italiana RAI e rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Durante a entrevista, Zampolli mencionou sua relação com a ex-mulher, a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase vinte anos e tem um filho de 15 anos. O casal enfrenta uma disputa judicial pela guarda do adolescente nos Estados Unidos. ‘As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira’, afirmou.
Questionado se se tratava de uma questão genética, ele respondeu: ‘As mulheres brasileiras são programadas’. Ao ser pressionado sobre o sentido da afirmação, completou: ‘Para causar confusão’.
““É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”, disse Zampolli.”
As declarações de Zampolli ocorrem em meio a um histórico conturbado envolvendo o empresário e sua ex-companheira. Ungaro o acusa de abuso sexual e violência doméstica, acusações que ele nega. O caso ganhou novos contornos após uma reportagem do jornal The New York Times apontar que Zampolli teria atuado para influenciar a deportação de Ungaro dos Estados Unidos em 2025.
Segundo o jornal, após a prisão de Ungaro em Miami por suspeita de fraude no trabalho, Zampolli contatou David Venturella, então funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). Registros indicam que ele sugeriu que a ex-mulher estaria em situação irregular no país e questionou a possibilidade de transferi-la para custódia migratória. O caso foi tratado como prioritário dentro do órgão.
Ungaro foi levada sob custódia do ICE antes de ser liberada sob fiança e, posteriormente, deportada para o Brasil. O Departamento de Segurança Interna afirmou que a brasileira foi detida e deportada por estar com o visto vencido e responder a acusações de fraude. ‘Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por motivos políticos ou favores é falsa’, disse o órgão.
Hoje no Brasil, Ungaro sustenta que a influência do ex-marido foi decisiva no desfecho do caso. Ela também afirma que, durante o relacionamento, Zampolli prometeu casamento e estabilidade migratória. A disputa entre os dois voltou a ganhar destaque após a ex-modelo publicar uma série de acusações nas redes sociais.
As declarações de Zampolli se somam a outra polêmica recente, onde ele teria apresentado à Fifa uma proposta para substituir a seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026, sugestão considerada fora dos padrões esportivos e descartada pela entidade.

