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Economia

Análise aponta que uso do FGTS para dívidas não resolve endividamento no Brasil

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de abril de 2026 19:51
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para pagamento de dívidas não resolve o problema do endividamento das famílias brasileiras, segundo análise apresentada por Fernando Nakagawa no programa Agora CNN. A medida é vista como um alívio temporário para pessoas inadimplentes.

Atualmente, cerca de 80% das famílias brasileiras enfrentam dificuldades para pagar suas contas. Nakagawa comparou a liberação do FGTS para quitar dívidas a um “band-aid”, um curativo superficial para um problema mais profundo. Ele afirmou:

““O problema do endividamento está em outros lugares. Está no juro elevado, está talvez em uma super oferta de crédito a determinadas faixas de renda.””

O analista também mencionou mudanças no comportamento financeiro das famílias, que têm direcionado recursos a gastos que não existiam há alguns anos, como plataformas de apostas esportivas.

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Outro ponto crítico levantado é que essa medida deturpa a finalidade original do FGTS. Criado há 60 anos, o fundo tem como objetivos principais proteger o trabalhador em caso de demissão sem justa causa, doença grave ou aposentadoria, e financiar projetos de interesse social, como infraestrutura urbana, saneamento básico e habitação popular.

Segundo Nakagawa,

““Estas dívidas não se encaixam em nenhuma dessas situações. É cartão de crédito, é cheque especial, são outras situações.””

Ele argumentou que o uso do fundo para pagar dívidas de consumo não se alinha com os objetivos previstos na lei desde 1966.

A conclusão do analista é que a medida não resolve o endividamento estrutural das famílias brasileiras e não cumpre os propósitos sociais para os quais o FGTS foi criado, representando apenas uma solução paliativa para um problema que exige ações mais profundas e estruturadas.

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