O governo de Israel anunciou neste sábado, 4, que realizou um ataque a um complexo de petroquímicas localizado no sudoeste do Irã. O bombardeio, que ocorreu no início do dia, resultou na morte de pelo menos cinco pessoas e deixou 170 feridas, conforme informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a operação visa “derrotar o regime terrorista em Teerã”, que utiliza a produção petroquímica como uma de suas principais fontes de financiamento. O complexo atingido está situado em Mahshahr, a 900 km de Teerã e a 100 km do Estreito de Hormuz, onde o tráfego de navios com cargas essenciais foi liberado neste domingo.
A área é um dos centros industriais mais relevantes do Irã, contribuindo significativamente para a produção petroquímica do país. O ataque ocorre em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, com novos confrontos registrados em Israel, Irã, Líbano e países do Golfo, além de explosões relatadas no norte de Teerã.
Israel informou que lançou uma série de ataques contra a capital iraniana, acompanhados de ofensivas em Beirute. O Exército israelense também relatou o lançamento de mísseis do Irã, que ativaram sua defesa aérea. Netanyahu afirmou que 70% da capacidade de produção de aço do Irã foi impactada pelos bombardeios.
Na semana, as duas maiores siderúrgicas iranianas anunciaram a suspensão de suas operações devido aos ataques aéreos. A gigante Emirates Global Aluminium, em Abu Dhabi, informou que pode levar até um ano para retomar a produção total após danos em suas instalações causados por ataques iranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou em sua plataforma Truth Social que suas Forças Armadas “sequer começaram a destruir o que resta no Irã” e ameaçou destruir instalações elétricas e pontes do país. Recentemente, os EUA atacaram a maior ponte do Irã, em Karaj, resultando na morte de 13 civis.
As forças iranianas, por sua vez, derrubaram pelo menos dois caças americanos nos últimos dias, e um dos pilotos permanece desaparecido, com esforços de ambos os lados para encontrá-lo. No Líbano, pelo menos 1.345 pessoas já morreram devido ao conflito, segundo o Ministério da Saúde local.

