A atividade econômica brasileira registrou um crescimento de 0,6% em fevereiro de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (16).
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados. As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
Na comparação com fevereiro de 2025, houve um recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice apresenta uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é utilizado para avaliar a evolução do ritmo da economia do país, incorporando informações sobre a atividade na indústria, comércio, serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Este índice é fundamental para que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tome decisões sobre os juros básicos da economia, atualmente definidos em 14,75% ao ano.
A Taxa Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. O IBC-Br é divulgado mensalmente e utiliza uma metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o Banco Central, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.” O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores, destacando-se a agropecuária, representando o quinto ano consecutivo de crescimento.


