O médico psiquiatra e autor best-seller Augusto Cury anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República. Ele se filiou ao partido Avante no último domingo, 5 de abril de 2026, e se apresenta como estreante na política.
Durante uma entrevista, Cury evitou se posicionar claramente entre a esquerda e a direita. Ele afirmou que sua decisão de se candidatar foi motivada por preocupações como a desesperança dos jovens, o feminicídio, o impacto da inteligência artificial e o risco de desabastecimento de alimentos devido a uma catástrofe mundial.
Cury propõe uma plataforma com “100% de propostas e 0% de ataques” e afirma que sua intenção é concorrer apenas uma vez. Caso seja eleito, ele se compromete a cumprir um único mandato. No entanto, uma pesquisa divulgada em 8 de abril mostra que ele não foi incluído nas intenções de voto, que atualmente favorecem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
““Eu vou até o final”, disse Cury sobre sua candidatura.”
O autor, conhecido por obras como O Vendedor de Sonhos, explicou que sua entrada na política é uma tentativa de elevar o nível do debate e desenvolver projetos que beneficiem a sociedade. Ele se distanciou da ideia de fazer carreira política e afirmou que, se eleito, não pretende voltar à política após seu mandato.
“Eu não quero perder minha essência, não quero perder minha alma na política”, declarou Cury. Ele também mencionou que tem conversado com diversos voluntários para construir projetos que vão além de sua figura pessoal.
Entre suas propostas, Cury destacou a importância dos direitos humanos e sugeriu uma reformulação do Bolsa Família, que ele chamou de “Bolsa Família Turbo”, para incentivar a geração de renda entre os beneficiários.
Sobre sua escolha pelo Avante, Cury explicou que o partido se mostrou disponível para apoiá-lo na construção de sua candidatura, ao contrário de outros partidos que também o procuraram.
Ele acredita que há espaço para sua candidatura e que pode chegar ao segundo turno, ressaltando a importância do voto e a necessidade de engajamento da população nas eleições.

