A Biltmore House, localizada nas montanhas de Asheville, na Carolina do Norte, é a maior casa particular dos Estados Unidos e foi inaugurada por George W. Vanderbilt na noite de Natal de 1895.
Os convidados chegaram em vagões de trem particulares, utilizando uma ferrovia construída especialmente para a propriedade. A mansão, com 250 quartos, foi inspirada nos castelos franceses do vale do Loire, evidenciada por suas torres e pináculos.
O brasão da família Vanderbilt está presente em diversos locais da casa, incluindo uma mesa em estilo renascentista e a decoração de uma lareira no salão de banquetes, que possui quatro andares de altura. O livro Biltmore House: The Interiors and Collections of George W. Vanderbilt, escrito por Darren Poupore e Laura C. Jenkins, descreve a casa como “um castelo americano, construído na escala de um palácio europeu”.
Atualmente, a Biltmore é um destino turístico popular, refletindo a época em que George W. Vanderbilt viveu. Visitar a casa é como entrar em uma versão real de Downton Abbey ou da série A Idade Dourada. A mansão simboliza a cultura americana e os excessos da Era Dourada, marcada pela desigualdade de renda.
Após a Guerra da Independência dos Estados Unidos, alguns americanos buscavam a cultura aristocrática do Velho Mundo, levando à construção de mansões opulentas e à importação de móveis e obras de arte. O brasão da família, que remete à cunhada de George, Alva Vanderbilt, é associado à personagem Bertha Russel da série A Idade Dourada.
George W. Vanderbilt, neto de Cornelius Vanderbilt, conhecido como o Comodoro, não se encaixava no perfil típico da família. Ele era um colecionador e viajou pelo mundo, adquirindo obras de arte e conhecimentos que influenciaram o projeto da casa.
A Biltmore foi projetada pelo arquiteto Richard Morris Hunt, que se inspirou em castelos franceses, e os jardins foram desenhados por Frederick Law Olmsted, famoso pelo Central Park. A casa incorpora tecnologia de ponta, como um dos primeiros elevadores em uma residência particular.
O interior da Biltmore apresenta uma mistura de estilos, refletindo a estética do século 19. O salão de banquetes abriga um trono em estilo gótico e um conjunto de tapetes flamengos do século 16. Além disso, Vanderbilt construiu moradias para os trabalhadores, criando um povoado semelhante ao inglês.
Após a Grande Depressão, a Biltmore abriu suas portas ao público em 1930 para evitar a venda da propriedade. George W. Vanderbilt faleceu em 1914, mas sua esposa Edith e sua filha Cornelia continuaram a residir na mansão. Cornelia, uma figura intrigante, deixou o marido e se mudou para a Inglaterra, onde se casou novamente e se dedicou ao trabalho filantrópico.

