O Brasil registrou, em 2025, 56,2 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados à doença de Alzheimer, conforme dados do Ministério da Saúde. A condição, que é a forma de demência mais prevalente no mundo, impacta a memória, o comportamento e a autonomia dos pacientes, sendo mais comum em pessoas acima dos 65 anos.
Os números refletem a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), que também contabilizou cerca de 30,4 mil óbitos associados à doença no mesmo período. O SUS oferece assistência gratuita e integral, incluindo suporte multidisciplinar com fisioterapia, fonoaudiologia e estímulo cognitivo, essenciais para garantir dignidade aos pacientes e suporte aos cuidadores.
A doença é caracterizada pelo comprometimento progressivo das funções cerebrais. O neurologista e neuropsiquiatra, Sávio Beniz, explicou que a Alzheimer tem uma base biológica clara, com a formação de emaranhados proteicos que prejudicam o funcionamento do cérebro. Ele destacou que o foco inicial da doença ocorre na área de produção de acetilcolina, um neurotransmissor fundamental para a memória.
““O Alzheimer é uma taupatia. Ela tem base na formação de emaranhados ao nível das células, prejudicando o funcionamento do cérebro”, disse Sávio Beniz.”
O neurologista Marco Túlio Pedatella ressaltou que os sinais de alerta aparecem quando o paciente começa a perder a funcionalidade em tarefas rotineiras. Ele destacou que muitos confundem esses sinais com o envelhecimento normal.
““Muitos interpretam como algo comum da idade. Mas existem esquecimentos que não atrapalham a inteligência. O Alzheimer vai além; ele muda o comportamento”, afirmou Marco Túlio.”
Com a progressão da doença, a dependência do paciente aumenta gradualmente. A tecnologia disponível em Goiânia permite identificar a doença com precisão antes do agravamento dos sintomas. Sávio mencionou que exames modernos, como o PET-CT Amiloide, ajudam a visualizar as placas de proteína no cérebro vivo.
““Hoje em dia, temos tratamentos que podemos fazer para retardar a progressão da doença”, explicou Sávio Beniz.”
Os especialistas concordam que o estilo de vida é um fator determinante na prevenção da doença. Sávio destacou a importância de hábitos saudáveis e o controle do uso excessivo de tecnologias para preservar a reserva cognitiva.
““Tudo o que você faz na vida, como atividade física e não fumar, faz o cérebro ter mais conexões”, enfatizou Sávio.”
Marco Túlio elencou pilares fundamentais para “blindar” o cérebro, como exercício cognitivo, atividade física regular, convívio social e dieta. Ele comparou o cérebro ao sistema muscular, ressaltando a necessidade de estímulo constante.
““Se a gente não botar ele para trabalhar, ele vai envelhecendo e atrofiando”, concluiu Marco Túlio.”


