Uma brasileira foi condenada por tráfico de drogas na França. O caso ganhou notoriedade nas redes sociais após a divulgação de um vídeo gravado antes da prisão da jovem.
Flavia Hayasmim Leite Vieira Dias, moradora da Grande Florianópolis, em Santa Catarina, afirmou no vídeo que fez “uma besteira” e que estava “indo para outro país”. Ela disse: “Se estiverem vendo esse vídeo a essa altura, eu estou presa. Tenho grandes planos com esse dinheiro para sair do vermelho e mudar minha vida”. O vídeo já conta com mais de 3,4 milhões de visualizações até esta quinta-feira (23).
Segundo o Ministério da Justiça da França, Flavia foi condenada pelo Tribunal Judiciário de Bobigny em 27 de março a 15 meses de prisão por “transporte, posse, aquisição e importação de narcóticos”. Além disso, ela foi proibida de entrar em território francês por 10 anos. A quantidade de droga envolvida não foi informada.
O vídeo foi divulgado em 19 de abril no perfil da jovem em uma rede social. O responsável pelo compartilhamento não se identificou, mas afirmou que a publicação foi feita com autorização de Flavia. Durante a gravação, ela mencionou que pretendia apagar o vídeo caso seu plano funcionasse, o que não ocorreu. Flavia também pediu orações e comentou sobre sua vida difícil: “Desde quando eu era criança, minha vida nunca foi fácil. Sempre foi muita luta, muita batalha, muita sobrevivência e não é que eu não esteja levando a situação a sério, mas eu cheguei num nível da minha vida que eu estou cansada dessa pobreza”.
No dia 20 de abril, um comunicado foi publicado no mesmo perfil, sem assinatura. O texto dizia: “Pessoal, eu sei que muita gente está perguntando, preocupado e curioso para entender o que aconteceu. Eu entendo totalmente essa ansiedade e o carinho de vocês. Mas, neste momento, ainda não posso entrar em detalhes. Assim que for possível, quando eu conseguir me comunicar com ela e tudo estiver liberado para ser compartilhado, eu venho aqui contar para vocês”.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio do Consulado-Geral em Paris, informou que “permanece em contato com as autoridades locais, com a nacional e com a sua família, a quem tem sido prestada a assistência consular devida”.


