Briga em funerária de MG resulta em lesões após divergências sobre serviços

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma briga ocorreu em uma funerária em Nova Serrana, Minas Gerais, na última segunda-feira (30), após divergências entre a família de um homem de 69 anos, que faleceu horas antes, e o proprietário do estabelecimento sobre os serviços funerários contratados.

A Polícia Militar registrou a ocorrência como ‘vias de fato’. Durante a confusão, dois envolvidos sofreram lesões leves e um celular foi danificado. A briga começou quando o dono da funerária, Wagner Rocha, indicou a necessidade de serviços não previstos no plano contratado pela família, como a preparação do corpo.

A filha do falecido, Flaviane Natório Aparecida, de 44 anos, discordou da cobrança adicional. Wagner Rocha explicou que o plano da família era básico e que a escolha de uma urna mais sofisticada, fora da cobertura do contrato, geraria um custo extra de cerca de R$ 1 mil. Ele comparou a situação a uma compra de um produto simples com a exigência posterior de um modelo mais completo sem custo adicional.

““Eles contrataram um plano básico em 2015, que não incluía a preparação especial do corpo. A urna prevista no plano atendia às necessidades, mas a filha optou por um modelo de padrão superior, fora do contrato. Por isso, informamos que seria necessário o pagamento de uma diferença de cerca de R$ 1 mil. Ela se exaltou e, junto com o marido, partiu para cima de mim e me agrediu”, afirmou Wagner Rocha.”

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Flaviane explicou que tentou acionar o plano funerário ainda durante a madrugada, mas não obteve resposta até cerca de 10h. Ao chegar à funerária, foi informada sobre a necessidade de adaptações devido ao estado do corpo. Ela concordou em pagar pelo procedimento de preparação do corpo, que não estava previsto no plano, mas se opôs à cobrança adicional pela urna.

““Disseram que eu teria que pagar cerca de R$ 900 a mais pela urna especial. Ou seja, R$ 900 pelo procedimento de preparação do corpo e mais R$ 900 por uma urna que coubesse meu pai. Durante toda a discussão, o corpo do meu pai permaneceu no mesmo local. Questionei esses valores e, em seguida, a situação virou confusão”, relatou Flaviane.”

Após a confusão, a família decidiu não continuar com o atendimento na funerária e contratou outro serviço funerário. Flaviane finalizou dizendo que nunca imaginou passar por essa situação no dia do sepultamento de seu pai.

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