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Segurança

Capitão de navio à deriva em Fortaleza comenta situação dos tripulantes

Amanda Rocha
Última atualização: 25 de abril de 2026 11:24
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Oito tripulantes de Gana permanecem embarcados no navio NW Aidara, que está atracado no Porto de Fortaleza desde o dia 27 de março. Eles foram resgatados pela Marinha do Brasil após mais de 50 dias à deriva no mar, após a embarcação partir do Porto de Dakar, no Senegal, e apresentar problemas hidráulicos.

A Marinha do Brasil instaurou um Processo Administrativo no dia 30 de março para investigar o caso, com prazo de conclusão de 30 dias. O navio deve permanecer atracado até o fim da apuração.

Os tripulantes estão recebendo cestas básicas fornecidas pelo estado do Ceará. Eles não possuem visto para transitar livremente pelo Brasil e só podem sair da embarcação com aviso prévio sobre o destino.

“”Infelizmente, nos envolvemos em um acidente e viemos parar aqui. O resgate foi feito. Agradecemos muito as autoridades brasileiras por tudo o que fizeram por nós, mas seria melhor se ficássemos fora do navio”, disse o capitão John Asembi.”

John Asembi também relatou que o balanço constante da embarcação trouxe consequências físicas, como pressão alta. O ex-comandante do navio faleceu há duas semanas devido a problemas de saúde relacionados à hipertensão e glicose elevada.

“”Chegamos a um acordo com a família do capitão. Vamos enterrar aqui nos próximos dias com a ajuda da Embaixada de Gana. O corpo não será levado de volta para Gana”, afirmou John.”

O conserto do NW Aidara está sendo realizado por uma empresa brasileira contratada pela companhia africana proprietária do navio. A Secretaria de Direitos Humanos do Ceará tem fornecido água, alimentação, apoio psicológico e sinal de internet para os tripulantes.

Os tripulantes conseguiram autorização da Polícia Federal para circular pela cidade, desde que informem os destinos. Eles esperam que a empresa dona do navio pague um hotel para que possam dormir.

“”Nós tivemos uma interlocução com a embaixada em Brasília, que veio aqui o cônsul, com várias outras pessoas da embaixada, e essa tratativa foi feita com eles, que estão cuidando dessa documentação para que eles desembarquem”, explicou Socorro França, secretária de Direitos Humanos do Ceará.”

O NW Aidara estava em uma viagem de 500 quilômetros do Senegal para Guiné-Bissau com 11 tripulantes a bordo. Um problema hidráulico danificou o leme da embarcação, que ficou à deriva por 51 dias até ser rebocada para Fortaleza no dia 27 de março. Dois europeus retornaram para casa de avião, enquanto os demais permaneceram embarcados.

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