A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tomou posse na última segunda-feira, 3 de abril de 2026, em meio a um escândalo envolvendo operações ilegais entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, que resultaram em um rombo de R$ 12 bilhões no caixa da instituição.
Um dia após assumir o cargo, Celina buscou o Ministério da Fazenda para encontrar uma solução para a crise. No entanto, sua primeira tentativa não foi bem-sucedida. Em entrevista, ela afirmou que o governo federal não estava oferecendo o apoio esperado às propostas do BRB para resolver o problema financeiro.
““O governo federal tem feito uma força contrária para não viabilizar o negócio, uma força contrária muito clara”, disse.”
A proposta do BRB inclui um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a captação de outros R$ 4 bilhões junto a bancos estatais, incluindo a Caixa Econômica Federal, o que requereria a aprovação do governo federal.
Celina Leão fez um apelo ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, solicitando um gesto de apoio. Ela comentou: “Falei para ele: ‘olha, é importante um gesto do governo federal em apoio ao BRB, um gesto da Caixa em apoio ao BRB, um gesto do senhor, que é ministro’”.
Durigan, segundo a governadora, se comprometeu a levar a questão adiante. “O ministro foi muito educado. Ele falou: ‘eu vou sentar com o presidente Lula, vou falar com o presidente da Caixa’”, relatou Celina.
A governadora expressou a esperança de que sua posição política não interfira nas decisões técnicas e afirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Celina também revelou que tomou conhecimento das operações entre o BRB e o Master pela imprensa e que não tinha relação com a presidência do BRB.
““Eu achava um absurdo o banco patrocinar veleiros em Dubai e não patrocinar os projetos aqui em Brasília, não patrocinar o futebol local, por exemplo”, disse.”

