O cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor às 18h do dia 16 de abril de 2026, horário de Brasília. A trégua visa encerrar os combates entre Israel e o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã.
Momentos após o início do cessar-fogo, fogos de artifício e tiros comemorativos iluminaram o horizonte de Beirute. Entretanto, poucas horas depois, o exército libanês acusou Israel de violar o acordo ao realizar “uma série de atos de agressão”. A CNN entrou em contato com o exército israelense para obter um posicionamento sobre as acusações.
O conflito com o Hezbollah tem sido um ponto crucial nas negociações sobre a guerra entre os EUA e o Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a duração da guerra com o Irã em um evento em Las Vegas, comparando-a a conflitos mais prolongados do país. Trump também sugeriu que novos desdobramentos poderiam ocorrer na questão iraniana.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump pediu ao Hezbollah que demonstrasse moderação e abraçasse a paz: “Espero que o Hezbollah se comporte bem e de forma adequada durante este importante período. Será um GRANDE momento para eles se o fizerem. Chega de mortes. Precisamos finalmente de PAZ!”.
Um alto funcionário do governo dos EUA afirmou que o vice-presidente americano, JD Vance, desempenhou um papel na intermediação do cessar-fogo. O funcionário revelou que Vance “pressionou os israelenses por dias para que fossem mais cautelosos no Líbano”, acreditando que o fim da perda de vidas poderia acalmar as tensões regionais.
Além disso, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, liderarão uma reunião virtual no dia 17 de abril para discutir esforços para reabrir o Estreito de Ormuz. Espera-se que líderes de 40 países participem da cúpula, que abordará o apoio ao cessar-fogo entre EUA e Irã e a segurança das rotas de navegação pelo estreito.
Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro britânico informou que os líderes mundiais estabelecerão uma missão internacional para a reabertura do estreito, que mobilizará um esforço militar conjunto assim que as condições permitirem. A cúpula também discutirá o apoio à Organização Marítima Internacional para garantir a segurança das embarcações e de seus tripulantes.
Por fim, um alto funcionário militar americano informou que o Irã ainda mantém “milhares de mísseis” e drones de ataque unidirecionais que podem ameaçar as forças americanas e aliadas na região, apesar do bombardeio americano-israelense de ativos militares de Teerã.

